àgua com espuma à saída da ETAR

Oliveira do Hospital prepara mudança para a Águas do Mondego

O município de Oliveira do Hospital está mesmo decidido em não continuar a suportar os preços “incomportáveis” praticados pela Águas do Zêzere e Côa (AZC) em matéria de abastecimento de água e saneamento básico.

Na mira do município está a Águas do Mondego, com a qual o presidente José Carlos Alexandrino tem desenvolvido contactos numa “tentativa de mudança”.

“Se temos uma empresa que cobra 0,45 cêntimos e outra 0,66 pelo metro cúbico de água abastecida, temos a obrigação de tentar mudar”, afirmou há instantes ao correiodabeiraserra.com o presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, esclarecendo que atualmente o município se depara com preços “bastante elevados em relação à média nacional”.

Na tentativa de mudança, o autarca de Oliveira do Hospital faz-se acompanhar pelo presidente da Câmara Municipal de Seia que, demarcando-se dos restantes 14 municípios que integram a AZC, decidiram unir esforços no âmbito de uma estratégia diferente.

Contra a decisão partilhada pelos outros municípios e que passa por “pedirem a nulidade dos contratos”, Oliveira do Hospital e Seia optam pela mudança “sem prejuízo para a Águas do Zêzere e Côa”.

“A Águas do Mondego está em condições de pagar as devidas indemnizações e de dar continuidade às obras que estão no terreno”, assegurou José Carlos Alexandrino, garantindo que todo o trabalho preparatório realizado, pretende salvaguardar a qualidade de vida das populações e “não colocar em perigo” o normal funcionamento dos trabalhos.

Sem condições para poder adiantar a data em que a mudança será efetivada, José Carlos Alexandrino disse ter esperanças de que a situação fique resolvida até ao final do ano.

Contudo, adiantou que em março vão ser realizadas Assembleias gerais da AZC e da Águas do Mondego, durante as quais, vão ser discutidas as respectivas saídas e admissões dos municípios de Oliveira do Hospital e Seia.

Até que a situação seja regularizada, nada mais resta a José Carlos Alexandrino do que continuar a pagar os preços cobrados pela AZC, sob pena de não ser dada continuidade às obras em curso nas ETAR e sistemas de abastecimento.

“Estas obras estão a ser comparticipadas pelo QREN e não podemos entrar em rutura”, adiantou o autarca, para quem “a construção das ETAR é fundamental”. “Enquanto não tivermos as ETAR a funcionar vamos suportando”, adiantou resignado, dando o exemplo de vários municípios que já têm todas as infraestruturas construídas e, por isso, “agora já não pagam à AZC”.

O que José Carlos Alexandrino pretende é ver resolvido o problema dos elevados custos com que se depara no final do mês. É que, numa altura, em que apenas suporta os custos das ETAR de Oliveira do Hospital e Penalva de Alva, o presidente da Câmara começa a recear o valor total da fatura, quando todas as ETAR entrarem em atividade. “O tratamento do metro cúbico de água tem que descer muito”, observou.

“É preciso encontrar uma solução política em defesa do interior”

Para além da mudança para a Águas do Mondego, o presidente oliveirense está ainda apostado na criação de um Fundo de Equilibrio Financeiro. “É preciso encontrar uma solução política em defesa do interior”, sublinhou Alexandrino, explicando que há várias empresas com os mesmos problemas da AZC.

Por esse motivo, entende que o ministério do Ambiente deve enveredar pela criação de um fundo de equilíbrio destinado a compensar municípios com a água mais cara.

Ainda que descontente com os preços praticados pela AZC, José Carlos Alexandrino recusa-se a considerar que a adesão àquela empresa multimunicipal tenha sido um erro.

“O concelho foi empurrado para esta solução. Era este o modelo”, adiantou, admitindo porém que a “adesão possa ter sido mal negociada”. Para o presidente, a não adesão a um dos modelos existentes representaria mais desvantagens para o município, que por esta altura, estaria mais atrasado ao nível do abastecimento e saneamento básico. “Era a solução possível. Fomos empurrados para este modelo”, concluiu.

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