Oliveira do Hospital prossegue na “inclusão de cidadãos do mundo”

O projeto “Friendly Municipality” voltou, hoje, a sentar à mesma mesa a Câmara Municipal e a comunidade estrangeira residente no concelho com vista à definição de um plano de ação. “Amigo” dos estrangeiros, o município pretende a “integração plena” dos “cidadãos do mundo”.

A comunidade estrangeira a residir em Oliveira do Hospital e a Câmara Municipal entraram numa nova etapa do projeto recentemente criado pela autarquia destinado à melhor integração possível dos cidadãos vindos de várias partes do mundo. Depois de um primeiro fórum destinado à apresentação formal do projeto “Friendly Municipality” e à constituição de grupos de trabalho para áreas como a língua e cultura, turismo, ambiente, atividades cívicas e apoio técnico, estrangeiros e autarquia reuniram-se hoje num segundo fórum destinado à apresentação de resultados e de sugestões, bem como à definição de um plano de ação.

A nortear todo o trabalho feito está – como referiu o presidente da Câmara Municipal – o objetivo de proporcionar a “inclusão de cidadãos do mundo que vivem no concelho de Oliveira do Hospital, para terem uma integração plena e sejam considerados cidadãos do nosso concelho e com plenos direitos”. “Hoje as fronteiras acabaram”, fez notar José Carlos Alexandrino que à saída do encontro com a comunidade estrangeira,afirmou que “estas pessoas fazem parte da nossa comunidade e temos que ter grande respeito por elas”. Em causa estão “homens e mulheres que têm desenvolvido o concelho e têm trazido riqueza nas diferentes artes”, registou ainda o autarca, encontrando vantagens na diversidade cultural que caracteriza a comunidade estrangeira, por estar certo de que por essa via será possível “construir um concelho diferente”. “Muitos deles são dinâmicos e têm a própria cultura que cruzam com a nossa”, observou.

Decorrente do projeto criado neste último ano pela Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, os estrangeiros já viram facilitada a comunicação nos Paços do Município, onde foi criado um gabinete de apoio ao estrangeiro. O recém lançado guia turístico também já foi traduzido para a língua inglesa. Pequenos passos destinados a facilitar o dia a dia da comunidade estrangeira e que o presidente da Câmara pretende que venham a ser ampliados. O acolhimento dos estrangeiros na universidade sénior, na condição de alunos e de professores, é outro dos objetivos do presidente da Câmara que reconhece àqueles cidadão “grandes percursos profissionais” e outras potencialidades que devem ser aproveitadas.

Certo da importância que a comunidade estrangeira tem tido na recuperação do património degradado, dando vida a a velhas habitações e quintas abandonadas, o presidente da Câmara pretende por via do “Friendly Municiplaty” agilizar procedimentos, no sentido de prestar o maior apoio possível na concretização dos sues projetos. Um propósito que acredita que venha a ser facilitado com a entrada em vigor do novo PDM e a revisão dos regulamentos.

Quebrar a separação que ainda possa existir entre estrangeiros e oliveirenses é no fundo o objetivo maior de José Carlos Alexandrino que à entrada para um segundo mandato autárquico está apostado na “união” entre as gentes e no tratamento igual a todos os residentes no concelho. “Quero um concelho para todos e não só para alguns”, registou.

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