Oliveira do Hospital quer jovens empreendedores

 

… presidente do Conselho de Administração da BLC3 – Plataforma para o Desenvolvimento da Região Interior Centro transmitiu, esta manhã, a um conjunto de 150 alunos do 11º e 12º anos da Escola Secundária de Oliveira do Hospital.

Tal aconteceu no decorrer da conferência “Empreendedorismo Jovem” realizada numa parceria entre a BLC3 e a Escola Secundária, com o objetivo de sensibilizar os jovens para as atuais dificuldades, que estão a motivar novas ondas de emigração e, ao mesmo tempo, despertar os alunos para a importância de criação de auto-emprego sustentado em novas ideias de negócio.

Perante uma plateia composta por vários alunos finalistas do secundário que pela frente têm o ingresso no ensino superior ou a entrada no mercado de trabalho, o rosto da BLC3 não precisou de ir muito longe para identificar aquele que poderá ser um percurso de sucesso de muitos jovens oliveirenses.

“Devem aceitar o desafio de valorizar as vossas origens”, referiu o jovem investigador, notando que, na maioria dos casos, as verdadeiras ideias de negócio advêm da identificação de problemas. “O BioREFINA TER nasceu a partir de um problema – o abandono de propriedades – e passou a ser uma oportunidade de valorização de território”, exemplificou o responsável pela BLC3, deitando por terra o mito de que as grandes oportunidades estão situados nos grandes centros.

“O litoral está saturado”, avisou, contando que a sua própria geração caiu no erro de ficar pelos grandes centros e, muitos deles, se encontram à procura de emprego há mais de dois anos.

Para além de apelar à valorização do que é local, João Nunes chamou a atenção dos 150 jovens para a necessidade de, nos tempos que correm, serem dinâmicos e “contra os sistema”. “Não devem estar parados à espera que o sistema resolva os problemas, devem contrariá-lo e criar o próprio valor e a própria oportunidade de emprego”, referiu o investigador que, aos jovens alunos, disse ser a altura certa para definirem o respetivo perfil e percurso.

A mente aberta e a disponibilidade para novos desafios são, no entender do jovem investigador, as bases para o sucesso do empreendedor que, a todo o custo, deve fazer face ao que chamou de “evitamento e preguiça mental”.

Numa sociedade onde tudo tem um preço, João Nunes alertou os jovens para o facto de cada um ser detentor do seu bem maior que é o capital humano. “É o mais importante e devem saber valorizá-lo e estimulá-lo”, afirmou o responsável que, numa atitude de total abertura para com os mais novos, não teve qualquer dificuldade em captar a atenção da plateia.

Apelar à capacidade empreendedora de cada jovem foi o que também fez a vereadora da Educação e Cultura da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital. “O futuro que vocês jovens vão ter que enfrentar é bastante difícil e todos temos que nos preparar para isso”, começou por referir Graça Silva que, ao mesmo tempo, também tranquilizou os alunos com a indicação de que a autarquia, através da BLC3, lhes está a dar “ferramentas para efetuarem um trajeto de acordo com as expectativas de cada um”.

Para o efeito, Graça Silva destacou a importância de cada jovem se deixar contagiar pelo espírito empreendedor que lhes permita “romper barreiras”. “No litoral tudo acontece, queremos que também no interior possamos vencer, nomeadamente, no emprego”, frisou a responsável, incentivando a plateia a procurar a “diferença, a irreverência e as ideias criativas”.

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