Oliveira do Hospital realiza “marcha lenta” em defesa das freguesias em risco

 

… pela Câmara Municipal e 21 presidentes de Junta de Freguesia, que também preparam uma petição para entregar na Assembleia da República.

“Não à extinção”. É desta forma que se continuam a posicionar os 21 presidentes de Junta de Freguesia do concelho de Oliveira do Hospital. Uma postura reassumida em reunião realizada, no passado sábado, no Salão Nobre da Câmara Municipal e de onde resultou um compromisso de luta contra a proposta da Unidade Técnica de Reorganização do Território que determina a extinção das freguesias de S. Sebastião da Feira, Vila Pouca da Beira, Vila Franca da Beira, Lajeosa e S. Paio de Gramaços.

“Vamos tomar posições públicas”, assegurou esta tarde o presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, dando como certa uma “visita”, em jeito de protesto, às cinco freguesias do concelho sinalizadas pela Unidade Técnica e uma petição em defesa das 21 freguesias a entregar na Assembleia da República.

Uma visita que – apurou o correiodabeiraserra.com – vai acontecer na forma de “marcha lenta”. A caravana automóvel deverá passar pelas cinco freguesias referenciadas para agregação e, também, marcar presença naquela que é a via mais movimentada que atravessa o concelho, a Estrada Nacional 17.

“Devemos fazer com que esta lei seja revogada e abatida”, entende o presidente da Câmara que, apesar de satisfeito pela vitória conseguida em torno de Nogueira do Cravo – “prova que seguimos o caminho certo, sobretudo a Assembleia Municipal”, sublinha – conta que só se sentiria “vitorioso se não houvesse proposta de agregação”.

Sem que, até ao momento, tenha sido informado das vantagens decorrentes da extinção – “vêem com umas metáforas e demagogia permanente”, conta – Alexandrino alerta para os “vícios” de que padece a lei e para o “erro político” que está a ser cometido pelo governo aos desproteger populações carenciadas.

À frente de um município que se recusou a emitir pronúncia sobre as freguesias a extinguir, José Carlos Alexandrino avisa para a “luta dura” que os 21 presidentes de Junta de Freguesia se preparam para iniciar. “Tenho orgulho em ser presidente destes 21 autarcas porque são o símbolo da unidade e da resistência”, confessou o presidente da Câmara Municipal, que diz representar o “sentir” do seu povo. “E o meu povo diz-me que é contra a extinção de freguesias”, refere, lembrando que “num regime democrático o povo deveria ter sido ouvido nesta matéria”.

A reunião, realizada no último sábado, não se esgotou na preparação de uma estratégia de luta em defesa das freguesias. Em cima da mesa estiveram também as linhas orientadoras do orçamento que a Câmara Municipal reserva para as Juntas de Freguesia para o ano de 2013. Em causa estão 613 mil Euros que o município vai distribuir pelas 21 Juntas de Freguesia, verificando-se um aumento relativamente ao montante de 500 mil Euros transferido em 2012.

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