Oliveira do Hospital regista perda no poder de compra

Mira (66,51), Lousã (72,29) e Montemor-o-Velho (72,72) são os três municípios que no distrito de Coimbra estão imediatamente acima de Oliveira do Hospital (64,59) em matéria de índice do poder de compra.

Os números relativos ao ano de 2009 constam do Estudo Sobre o Poder de Compra concelhio realizado pelo Instituto Nacional de Estatística, onde é possível verificar que o concelho oliveirense registou, naquela data, uma ligeira descida do poder de compra, relativamente ao ano de 2007 (65,25).

A quebra, que é de pouco mais de meio ponto (0,66), não condicionou porém a localização do município oliveirense no grupo dos 17 concelhos do distrito, mantendo-se na oitava posição.

A tendência de quebra não se registou contudo no total da região centro (84,41) que subiu 0,65 pontos em relação a 2007.

Também o próprio concelho sede de distrito (144,88) tem a registar uma subida na ordem dos 5,75 pontos. No total do território nacional, Coimbra chega a ocupar a 6ª posição no ranking dos concelhos com maior poder de compra, ultrapassando até a média nacional que se situa nos 100,5.

Ainda que com um índice bem mais reduzido do que Coimbra, Figueira da Foz (96,83) mantém-se na segunda posição com ligeiro aumento, seguida por Condeixa-a-Nova (78,45), e Cantanhede (73,51). Penela (58,63,) Pampilhosa da Serra (55,59) e Penacova (52,84) são os três municípios que, ao nível do poder de compra, se situam na cauda do ranking distrital, precedidos por Góis (58,99), Miranda do Corvo (59,75), Tábua (60,07), Arganil (61,63), Vila Nova de Poiares (63,15) e Soure (63,25).

Numa análise aos concelhos da região, Oliveira do Hospital é ultrapassado no índice do poder de compra pelos vizinhos concelhos de Seia (67,74) e de Nelas (66,52). Em Gouveia, aquele indicador situa-se nos 61,93 pontos.

Na nona edição do estudo, que tem o objetivo de “caracterizar os municípios portugueses relativamente ao poder de compra numa aceção ampla de bem-estar material”, 39 dos 308 municípios apresentam resultados acima do valor médio nacional. Paralelamente também as áreas metropolitanas de Lisboa e Porto são as que apresentam valores mais elevados de poder de compra, a par de alguns municípios coincidentes com capitais de distrito.

A análise permite ainda constatar uma “associação positiva entre o grau de urbanização das unidades territoriais e o poder de compra aí manifestado quotidianamente”.

Conheça o estudo.

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