Oliveira do Hospital vai mapear pontos de captação de água para combate a fogos florestais

 

… com o objetivo de possibilitar um combate mais eficaz dos fogos florestais.

O trabalho de limpeza das margens dos rios que a Câmara Municipal de Oliveira do Hospital se prepara para realizar vai contemplar a melhoria dos acessos dos meios aéreos às diferentes linhas de água, em situação de incêndio florestal.

Em causa está uma medida que foi proposta ao executivo municipal pelo vereador do movimento independente “Oliveira do Hospital Sempre” na última reunião de Câmara e que, no imediato, colheu o aval do presidente da autarquia oliveirense.

“Devemos criar condições junto aos açudes para os helicópteros terem acesso ao rio”, sugeriu José Carlos Mendes, certo de que um incêndio “é mais rapidamente controlado se for possível o acesso fácil à água”.

Na opinião do vereador independente, a melhoria do acesso à água deve ser igualmente acompanhada de formação junto dos bombeiros, em particular dos elementos que operam os meios aéreos para que, em caso de incêndio, tenham conhecimento prévio dos pontos de acesso, para “enchimento fácil dos baldes de água”.

“Seria muito interessante mapear os locais e disponibilizar os mapas aos meios aéreos”, defendeu José Carlos Mendes.

Certo da mais valia da proposta, o presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital logo acedeu à sugestão, por a encarar como uma forma de conferir maior rapidez ao trabalho de combate a incêndios florestais.

“A sugestão é boa e devemos enquadrar”, referiu José Carlos Alexandrino que, apesar de não ter dúvidas da capacidade dos bombeiros concelhios – “temos bombeiros que fazem um bom trabalho e são de facto operacionais e é bem empregue o apoio que lhes damos”, frisou – considera determinante a prestação dos meios aéreos no combate rápido aos fogos florestais.Nesse domínio, deu como certa a mapeação em GPS dos pontos de captação preparados para o efeito.

O presidente recordou, em particular, o recente incêndio ocorrido em Fiais da Beira, freguesia de Ervedal da Beira, em que foi notória a retirada dos meios aéreos. “Estava dominado e de repente formou uma frente brutal”, lembrou.

A discussão em torno desta matéria aconteceu poucas horas de antes de o concelho, em particular a zona do vale do Alva, ter sido acometido por aquele que é entendido como o maior incêndio do ano em Oliveira do Hospital, que mobilizou perto de 400 bombeiros de várias corporações da região, num total de 125 viaturas, e seis meios aéreos. O incêndio consumiu uma mancha florestal entre 200 e 300 hectares.

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