Oliveira tem “guia de turismo ativo” com cheiro a Narciso do Mondego

Oliveira do Hospital está, desde hoje, melhor preparado para acolher os visitantes. Para além de orientar os turistas, o  “guia de turismo ativo” dá-lhes as boas vindas com o  “cheiro fresco do Narciso do Mondego”.

Foi com uma espécie de sentimento de missão cumprida que o município de Oliveira do Hospital procedeu, ontem,  ao lançamento do “guia de turismo ativo”, uma “importante ferramenta que não aparece por acaso”, mas antes no decorrer de uma estratégia que vem sendo implementada pelo município da qual também fizeram parte o lançamento do vídeo “venha e descubra Oliveira do Hospital” e a apresentação do canal de turismo de Oliveira no facebook.

“Oliveira do Hospital merecia e precisava de ter um guia de turismo ativo”, reconheceu o vice-presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital e vereador do pelouro do Turismo que, ontem, destacou a importância daquela publicação de bolso – a edição em língua inglesa surgirá numa segunda fase –  na orientação dos visitantes e turistas na “descoberta” do concelho e de todo o seu potencial turístico.

Por entre o convite a percorrer rotas pedestres, a um mergulho nas praias fluviais, à descoberta das maravilhas, à degustação de iguarias gastronómicas e ao relaxamento nas melhores unidades hoteleiras são vários os desafios que o guia está em condições de lançar aos turistas. “Isto é o guia orientador dos visitantes e turistas, para que que não fiquem parados, descubram e percorram Oliveira do Hospital”, sustentou José Francisco Rolo destacando o pormenor de entre as 36 páginas que compõem o guia constarem 160 quilómetros de percursos pedestres.

A par da novidade que é o “guia de turismo ativo” surge também a particularidade de a publicação se apresentar perfumada ao turista. “Este guia tem cheiro a Oliveira do Hospital puro e genuíno”, referiu o vice-presidente da Câmara Municipal, dando conta da preocupação tida em dotar o guia com o perfume da planta protegida pela Rede Natura 2000, o Narciso do Mondego. Uma planta autóctone que o município escolheu como “planta ícone” do guia turístico num convite a “uma visita fresca e revigorante a Oliveira do Hospital”.

O lançamento do guia de turismo ativo surge numa altura em que “a região Centro se consolida como destino para a fruição turística com um total de 15 627 dormidas” – “Oliveira do Hospital tinha que marcar terreno”, frisou José Francisco Rolo –  em que, ao mesmo tempo, o concelho oliveirense goza de melhores condições no que à oferta turística diz respeito.

“Há um antes e um depois na oferta turística em Oliveira do Hospital. Hoje está diferente e organizada para melhor servir. Há mais potencial para atrair turistas”, observou o responsável, aludindo a todo o investimento feito pelo município na requalificação das praias fluviais e às mais valias decorrentes da adesão à Rede das Aldeias do Xisto. Uma preocupação tida na “valorização” a que se associou a aposta na divulgação do património local e projeção do concelho conseguida por via da realização de eventos responsáveis para atrair “milhares” de pessoas ao concelho e que são encarados “não como despesas”, mas antes como “investimentos”.

Mostrar para vender

Tudo em nome da promoção da “marca Oliveira do Hospital”. “Podemos ter as maiores belezas e melhores unidades, mas se não forem conhecidas não se vendem”, observou o presidente da Câmara Municipal, considerando residir ali o “busílis da questão” no que à atracão de turistas ao concelho oliveirense diz respeito.

Exatamente por isso, explicou José Carlos Alexandrino, o executivo a que preside tem feito uma forte aposta na divulgação e projeção do nome de Oliveira do Hospital, mas também no trabalho de parceria com entidades como a ADIBER, a ADXistur e a ADI porque “sozinho ninguém consegue fazer nada”.

“São parceiros fundamentais num trabalho de sinergias”, observou o autarca que, a esta altura, não tem dúvidas da mais valia decorrente da adesão de Aldeia das Dez à rede das Aldeias do Xisto, que também abriu caminho à classificação das praias fluviais de Avô e Alvôco como praias do Xisto e permitiu a realização de candidaturas financeiras. “Já fomos buscar à volta de 700 mil Euros”, contou o presidente da Câmara oliveirense que, ansioso por ver criado o percurso pedestre das “Levadas”, também se revelou expectante relativamente ao bom andamento do projeto turístico de base termal previsto para as Caldas de S. Paulo e à remodelação e posterior reabertura da Pousada de Santa Bárbara, porque “se tiver boas unidades, o concelho torna-se mais forte”.

Ainda que registe a falta de “um hotel com outras características” na cidade, José Carlos Alexandrino está certo de que nos últimos quatro anos muita coisa mudou no concelho, notando porém só se dar por satisfeito quando Oliveira do Hospital deixar de ser confundida com as outras “Oliveiras” do país. “Já fizemos alguma coisa, mas ainda há um longo caminho a percorrer”, observou.

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