Oliveirenses voltaram a dizer “sim” na hora de doar sangue

 

Cerca de uma centena de pessoas acedeu positivamente a mais um repto lançado pelo Instituto Português do Sangue que, esta manhã, por via do Centro de Sangue do Coimbra assentou arraiais no Agrupamento de Escolas Brás Garcia de Mascarenhas para a habitual recolha de sangue.

A ação que de seis em seis meses tem vindo decorrer nos bombeiros voluntários de Oliveira do Hospital, primou hoje por um cenário diferente e que ficou marcado pela boa participação dos oliveirenses que, a meio da manhã, chegaram a formar fila de espera.

Ao processo de doação foram admitidas cerca de 100 pessoas que assim contribuíram para que o Instituto Português do Sangue assegure o stock mínimo de sangue disponível para a necessária transfusão. “O sangue é que deve esperar pelo doente e não o doente pelo sangue”, referiu a médica responsável pela triagem dos dadores e que, ao início da tarde, fez um balanço positivo da participação dos oliveirenses, registando o aumento de novos dadores, realidade que tem vindo a ser visível nas várias colheitas realizadas um pouco por todo o lado.

A boa participação em colheitas de sangue tem permitido ao Instituto Português do Sangue assegurar os stocks mínimos, no entanto, Isabel Lobo alerta para a carência ao nível dos grupos sanguíneos considerados mais raros, o O negativo e A positivo. “Temos um stock muito reduzido”, referiu, contando que a carência resulta do facto de existirem poucos dadores com aqueles tipos de sangue e que são os necessários para grávidas, recém nascidos e doentes imunizados. Para fazer face à carência, a médica do Centro de Sangue de Coimbra disse que os dadores inscritos com aqueles tipos de sangue estão a ser convocados para novas dádivas.

Por regra, a chamada para uma nova colheita de sangue junto dos dadores inscritos é feita via mensagem de telemóvel e Isabel Lobo tem a registar a prontidão dos dadores para cada ação, que apesar de simples não deixa de causar dor a quem decide e tem condições para dar sangue. “Ainda não se descobriu uma maneira de tirar sangue sem causar dor”, disse a especialista de saúde assemelhando o ato de dar sangue à realização de análises clínicas, ainda que mais demorado, rondando os 30 minutos.

Segundo explicou, a colheita de sangue não pode ser rápida para não causar mau estar ao dador, nem muito demorada dada a tendência do sangue para coagular. Cada dador cede 450 centímetros cúbicos de sangue, devendo para o efeito apresentar uma situação clínica que encaixe dentro dos parâmetros definidos, nomeadamente em matéria de hemoglobina e tensão arterial, que por norma descem um valor. “O objetivo é diminuir o risco de reação adversa”, explicou, contando que o dador de sangue deve ter mais de 50 quilos e idade compreendida entre os 18 e os 65 anos, sendo que por ocasião da primeira doação, o dador não pode ter mais de 60 anos.

Levadas a cabo pelas designadas “brigadas”, as ações de recolha de sangue decorrem por todo o país. No entanto, a médica tem a registar a maior prontidão e solidariedade das gentes do Norte e do Centro para o efeito, e uma menor abertura por parte dos habitantes do sul do país. Um facto que obriga os vários centros de sangue a disponibilizarem stocks para as regiões com maior carência de sangue, como Lisboa, por exemplo.

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