Opinião: A greve dos professores e a qualidade da escola pública

A greve dos professores em tempo de avaliações tem gerado preocupação e incompreensão em alguma opinião pública e, sobretudo, junto dos encarregados de educação. Sou professor e também tenho uma filha adolescente a frequentar uma escola pública. Sou, portanto, sensível às preocupações manifestadas e, por isso, entendo que é fundamental que os professores se empenhem em desconstruir os mitos e o consequente ruído enganador sobre o assunto difundido pelo governo e pelos partidos que o sustentam, assim como pelos media e os seus opinantes encartados.

Se os professores não contestarem agora as medidas previstas para a escola pública pelo ministério de Educação de Nuno Crato, os resultados serão catastróficos, pois terão uma influência profundamente perniciosa sobre a qualidade de uma escola pública que se pretende democrática, inclusiva, humanista e exigente.

Segundo Crato e Passos Coelho, os professores terão de trabalhar mais horas letivas e/ou não letivas, sendo que tal decisão acarreta mais trabalho não apenas na escola mas também em casa. Sobre este assunto, importa enfatizar o seguinte facto: a maioria dos professores – as exceções relativas à negligência incompetente dos docentes existem em todas as profissões e apenas servem para confirmar a regra – trabalham hoje, na escola e em casa, muito para lá das tão apregoadas 40 horas.

No 3º ciclo do ensino básico e secundário – onde tenho lecionado – os professores cumprem 23 tempos letivos. Lecionar aulas, sobretudo nas disciplinas com maior conteúdo teórico, a turmas com mais de 20 alunos (e as turmas das escolas públicas de hoje só excecionalmente têm menos de 25 alunos), dotados com cada vez menor capacidade de concentração e menor disponibilidade para aprender, exige um esforço excecional de concentração contínua por parte dos professores. Concentração contínua para produzir um discurso científico inteligível; concentração contínua para fazer interações assertivas com os alunos; concentração contínua para orientar o comportamento de todos os alunos e criar um ambiente favorável ao processo ensino/aprendizagem. Poucos segundos de desconcentração podem redundar na perda irremediável do controlo da aula.

Ora, essa concentração, que — interessa aqui esclarecer — difere bastante da concentração que exige, por exemplo, um trabalho burocrático que, aliás, os professores também produzem em grande quantidade, na escola ou em casa, de dia ou de noite, nas escolas pública de hoje, torna-se particularmente extenuante. É preciso que a opinião pública não ignore que cinco ou mais tempos letivas diários já obrigam o professor a chegar a casa esgotado. Mais, enganam-se redondamente aqueles que pensam que o trabalho do professor terminou quando este abandona a sala de aulas ou a escola para regressar a casa – tal como, por exemplo, o trabalho do advogado ou do juiz não pode ser reduzido aos momentos em que estes juristas se encontram no tribunal.

Depois das aulas lecionadas existem as aulas para preparar e os testes para elaborar, com as suas matrizes, enunciados, critérios de correção e níveis de cotação. E, ao contrário do que muitos pensam, as aulas têm de ser preparadas todos os anos, porque os professores não lecionam sempre os mesmos níveis, porque as idiossincrasias das turmas obrigam os professores a alterar as suas estratégias pedagógicas, porque a ciência evolui, os programas mudam e é impreterível atualizar conhecimentos. Depois, há as centenas de testes para corrigir pelo menos em seis momentos de avaliação escrita anual. Depois, há as leituras de atualização e a formação científica e pedagógica que qualquer professor tem de fazer. Depois, há as reuniões de departamento, de área disciplinar, de conselho pedagógico, de conselho geral, de conselho de turma… Depois, há as atividade extra-letivas onde muitos professores se envolvem: preparação de visitas de estudo, elaboração de exposições, publicação de jornais e revistas escolares, organização de comunicações proferidas por personalidades convidadas e tantos outros projetos que envolvem muitos professores empenhados em fomentar o conhecimento e, por conseguinte, o sucesso educativo dos seus alunos. Depois, há o trabalho cada vez mais difícil e sensível dos diretores de turma, que envolve o contacto com os encarregados de educação e os colegas, bem como a aferição permanente do comportamento, aproveitamento e assiduidade dos alunos. Depois, há as provas intermédias, as provas de equivalência à frequência, os exames nacionais do 9º ano e do ensino secundário que é preciso preparar e corrigir. Depois há as avaliações que são feitas no final de cada período. Depois, há as matrículas que são feitas pelos professores. E, depois, há ainda o regresso a casa, que para muitos professores exige viagens quotidianas longas e desgastantes.

Todo este serviço público prestado aos alunos pelos professores é feito com entusiasmo, mas cada vez com mais dificuldades e desgaste físico e psicológico que, naturalmente, aumenta com a idade. Ora, num momento em que os professores estão já a trabalhar além das suas capacidades, em mega-agrupamentos babilónicos, onde em demasiados casos o ambiente é mau e tudo ou quase tudo funciona mal, é obsceno exigir mais horas de trabalho aos professores. Porque mais horas letivas lecionadas a turmas cada vez maiores vão, inevitavelmente, significar mais níveis, mais alunos, mais aulas para preparar, mais testes para fazer e corrigir, mais reuniões e burocracia para produzir. Enfim, trabalho acrescido significará, por um lado, para os professores com mais anos de serviço, trabalhar até à exaustão. Por conseguinte, tal decisão irá ter fatais repercussões sobre a qualidade do ensino oferecida aos alunos. Mas o trabalho acrescido concentrado num grupo restrito de professores, vai, por outro lado, significar para muitos outros professores – alguns com 15 ou mais anos de serviço — o desemprego.

Por tudo isso sustento que tal decisão há de ser insustentável para todos: para os alunos, para os encarregados de educação (a braços com problemas sociais cada vez mais complicados que decorrem da crise em que vivemos) e para os professores. São, sobretudo, estas as razões que levam milhares de professores a fazer greve.

Reparem que eu não mencionei o congelamento das carreiras, a diminuição dos salários, a perda efetiva dos subsídios de férias e de Natal ou o aumento dos impostos, que tornaram também a vida dos professores e de outras profissões cada vez mais insustentável. Não referi estes argumentos porque compreendo que é preciso fazer sacrifícios que, infelizmente, punem com doses mortais a classe média e o operariado, os funcionários públicos e os reformados, mas parecem inócuos sobre os banqueiros e financeiros, sobre os administradores oportunistas e os políticos incompetentes que geriram várias empresas públicas e privadas e o país nos últimos anos, os quais, ao contrário dos grupos sociais sacrificados, parecem gozar de um estranho estatuto de inimputabilidade em toda esta crise.

Muitos dos que têm acesso diário privilegiado aos media e nos dizem – quantas vezes de barriga cheia – que sem austeridade o pais mergulharia no caos, não nos explicam como será o país depois da austeridade cega agora aplicada. Não nos dizem, por exemplo, que a austeridade também mata agora e, sobretudo, hipoteca o futuro. Como poderá sobreviver um país com uma taxa de desemprego geral (porque a dos jovens é superior) de 18% e que seguramente não vai parar de aumentar? O que restará deste país no futuro: com os jovens licenciados a emigrar, com os melhores cientistas jovens nacionais a encontrarem abrigo em universidades e empresas estrangeiras, com a população a envelhecer e a diminuir e o interior a despovoar-se a um ritmo suicida? O que restará deste país no futuro com uma escola pública constituída por professores velhos, cansados, esgotados, a braços com alunos provenientes de famílias que enfrentam graves problemas sociais e com executivos impotentes para gerir escolas babilónicas e, por isso, incapazes de impor uma política educativa humanista, exigente e de proximidade? O que restará deste país no futuro gerido por políticos histriónicos ou pardacentos, que apenas estão interessados em governar o presente e pouco se preocupam em acautelar o futuro? O que restará deste país no futuro, quando já não existir futuro?!…

Luís Filipe Torgal

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  • Guerra Junqueiro

    Este texto só vem confirmar as razões que levaram Crato a afirmar quando entrou para o governo que “o ensino é um monstro, e temos que acabar com ele”.
    O facto é que os professores fartam-se de trabalhar sem resultados práticos, levando qualquer ignorante a achar que têm de mudar o método de trabalho e de ensino, pois não se compreende possuirmos o ensino mais caro e menos eficiente da Europa.
    Como pai, exijo que os professores que recebem dos meus descontos e de outros pais, assumam as suas obrigações e façam greves noutras alturas.

    Cumprimentos

    Guerra Junqueiro

    • JM

      Caro Guerra Junqueiro,

      sugiro-lhe uma leitura dos relatórios do Pisa e do TIMSS, em que Portugal participou, e talvez reveja a sua opinião tão superficial, sobre o ensino público e o trabalho efetuado pelos professores em Portugal..

      Cumprimentos.

  • Oliveirense

    Caro
    Guerra,

    Antes de produzirmos qualquer comentários devemos fundamentar a nossa opinião.

    Consulte os relatórios de avaliações internacionais (PISA e OCDE) e verifique se os
    resultados dos alunos portugueses são assim tão insatisfatórios.

    Também sou pai de alunos em idade escolar e o que posso garantir é que as medidas do MEC não prejudicam só os professores – no futuro poderemos avaliar as
    consequências das agregações de escolas, do aumento de alunos por turma, das
    mudanças dos programas das disciplinas, entre outras. O que eu sei é que no
    próximo ano letivo isto já se vai sentir no bolso dos Oliveirenses com a compra
    de novos manuais escolares que mudaram devido às imposições do MEC, mas isso a
    sua ilustre candidata poderá elucidar-nos melhor durante a campanha eleitoral.

    O problema é que o Guerra sofre de militâncite aguda o que lhe causa alguns constrangimentos a nível da visão e do pensamento.

  • Guerra Junqueiro

    JM/Oliveirense;

    Antes de mais, deveriam saber que já há muito está anunciado que o Ministério da Educação irá contratar menos professores. E por muitos professores do quadro irem ficar sem turmas. Acusam-se os mega-agrupamentos, a revisão curricular e o tamanho das turmas, como se medidas destinadas a gerir melhor os recursos humanos não fossem necessárias, como se o dever do Estado fosse arranjar emprego para os
    professores e não utilizar da melhor forma o dinheiro dos nossos impostos.
    Ninguém refere um dado essencial: há menos alunos nas nossas escolas. Há menos alunos porque os portugueses há muitos anos que deixaram de ter muitos filhos. No ensino básico, por exemplo, em 1985 havia 1.487.600 alunos no ensino público regular, em 2011 já só eram 932.297. Nos cursos gerais do ensino secundário o pico foi atingido em 1996, com um total de 272.951 alunos, mas em 2010 já só eram 175.658.
    Em contrapartida, o número de professores esteve sempre a crescer até 2005 e, de então para cá, só desceu marginalmente. Resultado: fazendo umas contas grosseiras sobre o rácio alunos/professores, que era de 15 para 1 no início da década de 1980, verifica-se que foi descendo sempre, passando a 12 para 1 no início da década de 1990, 9 para 1 na viragem do século e chegando ao mínimo de 7,72 para 1 no último ano para que há dados, 2010.
    Poderá alguém explicar aos sindicatos dos professores e a alguns iluminados que, com menos alunos nas escolas porque há menos portugueses em idade escolar (uma escolha dos portugueses que têm menos filhos, não de nenhum governo),necessariamente haverá menos postos de trabalho para professores?

    Cumprimentos
    Guerra Junqueiro

  • Oliveirense

    Caro
    Guerra,

    Apresente
    a sua fonte, que não se baseie apenas na sua opinião.

    No
    entanto eu posso apresentar-lhe dados da PORDATA que são os mais fiáveis.

    http://www.pordata.pt/Portugal/Alunos+matriculados+no+ensino+publico+total+e+por+nivel+de+ensino-1003

    Conclui-se que em
    2011 havia 1 844 317 alunos matriculados no ensino público, sendo que o pico
    foi atingido em 2009.

    Relativamente
    aos professores em exercício, o pico foi igualmente em 2009. Em 2011 havia 151
    755 professores nas escolas públicas.

    http://www.pordata.pt/Portugal/Docentes+em+exercicio+nos+ensinos+pre+escolar++basico+e+secundario+publico+total+e+por+nivel+de+ensino-241

    Presumo que V.
    Ex.ª tem a obrigação de saber fazer um pequeno cálculo:

    1 844 317/151755=12,15
    alunos por professor (em 2011).

    Acresce o facto
    de nesses 151 755 professores estarem incluídos todos aqueles que pertencem a
    direções, que estão de baixa, de licença de maternidade/paternidade, nos apoios
    educativos e inúmeros professores com horários incompletos – há professores
    contratados em horários de 6 horas semanais..

    Volto a
    recomendar-lhe que consulte as publicações sobre o projeto PISA e os relatórios
    da OCDE para se poder informar convenientemente sobre a prestação dos alunos
    portugueses em provas e parâmetros internacionais.

    Os seus
    comentários são reveladores de um conhecimento parco sobre a educação. A sua
    retórica é semelhante à do antigo Ministro Couto dos Santos. Sugiro que assista
    à entrevista da SIC notícias para poder analisar os argumentos de alguém ligado
    ao Governo e os de um Professor que está no “terreno” e sabe do que fala.

    http://videos.sapo.pt/JG51zdf7cs926Ne0Tn36

    As consequências
    destas medidas serão sentidas a médio prazo pelos alunos e a cutro prazo pelos
    pais.

  • Guerra Junqueiro

    Oliveirense;

    Mal de si, se não sabe que o que eu afirmo é verdade.

    Se forem a fazer contas a todos os funcionários envolvidos no ensino, vai dar conta de um numero puramente vergonhoso.

    Cumprimentos
    Guerra Junqueiro

    • Oliveirense

      Factos, gostaria de o ver a escrever factos.
      Cá estarei para lhe responder sobre eles.
      O que lhe apresento são números reais e não generalidades que o seu governozito passa para a opinião pública

  • Guerra Junqueiro

    Oliveirense

    Parece que nem compreende o que lê.
    Os dados que referi remetem para 2010. Ainda estava o seu querido Sócrates a assinar cheques.

    Cumprimentos
    Guerra Junqueiro

  • Oliveirense

    Caro Guerra,

    Não tenho qualquer querido, nem Socrates nem Passos Coelho.

    O que lhe digo é que os seus dados não estão corretos.

    Caso o Guerra soubesse ou quisesse ler informação escrita, recorria a fontes fidedignas para poder apresentar dados.

    Os endereços que lhe sugeri são dos mais fiáveis, pois até o governozito recorre a eles quando lhe convém.

    Por exemplo o Guerra afirma que “No ensino básico, por exemplo, em 1985 havia 1.487.600 alunos no ensino público regular, em 2011 já só eram 932.297”. Ora aí está, em 2011 o ensino básico (1.º, 2,º e 3.º ciclo) era frequentado por 1 041 384 alunos, o que dá uma diferença de cerca de 110 000 – terão estes emigrado como Passos Coelho sugeriu, ou desapareceram numa estatística rosqueira à moda do Guerra?
    http://www.pordata.pt/Portugal/Alunos+matriculados+no+ensino+publico+total+e+por+nivel+de+ensino-1003

    Por outro lado, tal como tive oportunidade de lhe referir em 2011 havia 1 844 317 alunos e 151 755 professores nas escolas públicas o que representa um rácio de 12,2 alunos por professor e não o valor de 7,72 como referiu. Realço o facto de neste conjunto de professores estarem incluídos os professores contratados com horários incompletos e em regime de substituição de outros docentes, o que como facilmente compreenderá contribui para a diminuição do rácio. Faz igualmente parte do conjunto de professores os que pertencem a direções, que estão de baixa, de licença de maternidade/paternidade, nos apoios educativos, destacados noutras funções (autarcas, Direções Regionais de Educação, sindicatos, deputados, entre outros).
    Se quisermos ser sérios sabemos facilmente que os professores que estão a trabalhar diretamente nas escolas têm mais de 150 alunos, excepto os do 1.º ciclo.

  • Guerra Junqueiro

    Oliveirense;

    Contrarie o que escrevo, mostre que estou errado.
    A verdade é só uma, segundo os sindicatos tivemos 90% de adesão à greve por parte dos professores. Mesmo assim mais de 70% dos alunos fizeram os seus exames.
    Diga-me, para que são tantos professores?
    Está muita coisa mal no ensino, arranjam maneira de ter os professores completamente atulhados em trabalhos que pouco ou nada valem, para fazer crer que são poucos. É mentira há professores a mais para a quantidade de alunos, já para não falar em auxiliares de educação, auxiliares de cozinha, porteiros, guardas, etc., é demasiada gente, e o dinheiro escasseia.
    Neste momento a maioria do ensino é fraco, e arriscamos a perda dos bons alunos com a mania das igualdades. Não pode haver igualdade no ensino, temos que promover os melhores, e ajudar os mais fracos a fazer outros serviços.
    O ensino neste momento faz-me lembrar aquela anedota em que para se manterem os postos de trabalho temos cinco jardineiros, dois a abrir buracos, um a colocar as árvores e outros dois a tapar os buracos. Até aqui tudo bem, o problema é que são duas equipas, a primeira com três jardineiros, plantam as árvores, a segunda equipa, faz buracos e tapa-os. Mantêm-se os cinco postos de trabalho.

    Cumprimentos
    Guerra Junqueiro

  • Oliveirense

    Caro Guerra,

    Basta pensar um bocadinho…
    Eram cerca de 20 000 alunos inscritos para o exame de Português do 12.º ano. São apenas necessários 2 professores por sala para efetuar a respetiva vigilância.

    Como foram convocados todos os professores, bastariam cerca de 1000 para prestar o serviço – tendo em conta 20 alunos por sala.

    Apesar disso foram realizados exames em cantinas, ginásios, contrariando a legislação em vigor.

    Como já estamos habituados a que o governozito não respeite a legislação nem as ordem judiciais, nada me espanta.

    Ou outro facto obvio é que a escola não funciona sem auxiliares de cozinha, porteiros, guardas.

  • Guerra Junqueiro

    Oliveirense;

    Diga então quantos mais são necessários recrutar? (LOL)

  • Um gajo farto de parasitas

    Eu nem vejo a necessiade de ter um professor a vigiar um exame… Não podem ajudar ou esclarecer dúvidas relacionadas com o enunciado do mesmo.

    Qualquer funcionário não docente será capaz de desempenhar as funções de vigia…

    Srs Professores… está na Hora de trabalhar e fazer com que as escolas públicas seja de facto as melhores deste país… Que eu saiba os alunos das escolas privadas não tiveram problemas em executar o mesmo exame no mesmo dia.

    Lembro que estes professores (das escolas privadas) já trabalham 40 horas por semana e ainda assim conseguem que os alunos tenham boas notas nos exames como mostram os resultados dos últimos anos.

    Os Sindicatos estão a tratar de acabar com a escola pública de qualidade ao passarem a mensagem de que não se pode confiar num sistema de ensino onde os alunos não sabem as notas antes dos exames ou até mesmo se vão conseguir realiza-lo.

    Não fosse a crise estava a ver os papás a mudar os filhos para as escolas privadas (o que vai acontecer para os mais abastados).

    Sou funcionário duma empresa privada e não sei o que é trabalhar 40h por semana. Trabalho em desenvolvimento de software uma área em constante mudança e em que todos os dias inventamos coisas novas e revolucionárias. Não aceito de anímo leve que me venham dizer que a vida de professor é dura. Estou 8 horas constantes em processo de criação. Se a vida de professor fosse assim tão dura não iam para casa dar explicações como todos sabemos acontecer.

    A minha opinião é que não passam de um bando de meninos mimádos e pagos a peso de ouro.

    Não queriam igualdade, aí a têm:
    – 40 horas de trabalho por semana;
    – Possíbilidade de serem despedidos.

    Ainda vão com sorte porque o vosso patrão não abre falência e vos deixa na mão sem emprego (leia-se trabalho no privado) e sem qualquer tipo de indeminização.

    IDE trabalhar que é para isso que vos pagam.

  • Guerra Junqueiro

    Alguém me pode explicar, se faz favor, o que é que o Ministério da Educação e/ou a FENPROF não puderam ceder durante as negociações da semana passada, mas que já puderam ceder nas negociações desta semana? Além da subida nas temperaturas, o que mais é que mudou poucos dias depois?

    Cumprimentos
    Guerra Junqueiro