Orçamento e GOP convenceram maioria na Assembleia Municipal

Autor de um Orçamento e Grandes Opções do Plano que colocam a educação, a ação social e o emprego no topo das prioridades, o executivo municipal de Oliveira do Hospital não teve ontem dificuldades em convencer a Assembleia Municipal a votar favoravelmente os documentos.

Os instrumentos municipais que definem aquela que vai ser a atividade do município no próximo ano foram aprovados por maioria, registando-se cinco abstenções e nenhum voto contra.

“Este executivo está atento às necessidades básicos da população”, chegou a referir o líder da bancada social-democrata na Assembleia Municipal, referindo a prioridade que o executivo socialista, liderado por José Carlos Alexandrino dá ao investimento nas áreas da “educação, cultura, apoio à família, solidariedade e ação social”.

A propósito de um documento que tem como principal novidade o incentivo à natalidade, João Esteves valorizou ainda as preocupações no domínio rodoviário, nomeadamente o investimento previsto para a central de camionagem, requalificação da Avenida Carlos Campos e de outras artérias de algumas freguesias. O deputado, que se absteve na hora de votação do documento, lamentou porém que continue a não ser contemplada verba para requalificação do centro histórico da cidade e Rua Vergílio Ferreira. Também na área de Turismo, apontou o dedo à falta de investimento na beneficiação da praia fluvial de Alvôco de Várzeas.

O social democrata não deixa ainda de comungar da opinião do executivo, a propósito do empolamento de que padece o orçamento aprovado, dada a impossibilidade de concretização de todos os projetos ali contemplados.

Do lado da bancada socialista, o orçamento mereceu os elogios de Carlos Inácio e Carlos Maia, considerando este último estar em face de um “orçamento equilibrado”. O presidente da Junta de Freguesia de Ervedal da Beira louvou, sobretudo, o investimento de perto de 1,4 milhões de Euros na construção da Central de Camionagem e avenida Carlos Campos. “É um investimento muito bem pensado”, considerou, entendendo que o município está no “bom caminho e a fazer as apostas certas”. “É um orçamento bem pensado e realista”, registou. Ainda do lado dos socialistas, José Rodrigues Gonçalves considerou estar em face de um orçamento “muito equilibrado”, valorizando a aposta do município em usar algum dinheiro “a apoiar a pobreza”.

Perante a intenção do executivo em custear a expensas próprias o complexo desportivo de Lagares da Beira e o Centro Educativo de Nogueira do Cravo, o presidente da Junta de Freguesia de Vila Franca da Beira não deixou de lamentar que o documento não contemple a realização de uma obra que é “estruturante” para a freguesia”. João Dinis, referia-se à substituição da rede de água na freguesia, dado que as tubagens atuais estão “danificadas” e sempre a “dar problemas”. Descontente por tal omissão, o eleito da CDU chegou a acusar o executivo de José Carlos Alexandrino de se mostrar disponível para “opções políticas”.

“Dificilmente alguém faria melhor”

Satisfeito pela apreciação de João Esteves – “fez uma radiografia completa”, frisou – e incomodado com a postura de João Dinis – “ é um homem virado para a reivindicação social e não soube dizer que este é um orçamento virado para as pessoas”, referiu – o presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital disse que o Plano de Atividades colocado à apreciação e votação “é o possível e o melhor dentro destas caraterísticas”.

“É o possível e contradiz aquilo que é o plano e orçamento do país que não tem investimento”, refere, explicando que o reduzido investimento previsto se deve ao facto de o QREN se encontrar fechado, desafiando por isso os críticos a reivindicar o desbloqueio dos fundos comunitários. Perante um orçamento virado para as pessoas e que espelha aquela que é a prioridade maior do executivo, José Carlos Alexandrino garantiu que “se vão fazer as obras possíveis”, advertindo que o próprio documento “abriu janelas a pequenas obras que possam vir a receber financiamento”.

“Dificilmente alguém faria melhor. Poderia fazer diferente, mas isso depende das opções de cada um”, sublinhou o presidente que na elaboração dos documentos sujeitos a aprovação, contou com a colaboração direta do vereador que há menos de uma ano foi admitido no seio do executivo municipal. Paulo Rocha chegou a ser por várias vezes elogiado, havendo até quem considerasse que “o PS terá sérias dificuldades se não colocar Paulo Rocha na lista candidata à Câmara Municipal”.

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