"Quem pode, resiste. Quem não pode, esconde-se"

Os (In)dependentes

As listas independentes, darão porventura uma tonalidade nova às próximas eleições autárquicas, alimentada pelas inúmeras leituras que colocarão os eleitores na posição de árbitro. Não que o crescimento do eleitorado que se declara independente, seja hoje uma efectiva realidade entre nós, mas porque numa vertente de pragmatismo político, alguns dos pré-candidatos a candidatos autárquicos, têm aflorado esse ciclo alternativo, como possibilidade para dinamizar a sua expressão sócio política no tecido cívico do concelho.

Esta estratégia conceptual, como opção de participação política assente em listas designadas como “independentes”, pode efectivamente cativar para a sua causa, eleitores habitualmente votantes nos partidos políticos, nomeadamente no partido charneira da governação local: o PSD. É sobre este partido, que recai o facto de estarmos a braços com uma eleição de contestação, se o candidato social-democrata for Mário Alves, como muitos cidadãos alvitram. A vontade pessoal do próprio confirma. E o principio programático de quem é líder hoje no partido nacional, por fim assegura.

Esta tese e a prática, fazem desconfiar que há um roteiro político escrito de fora do circulo de quem é hoje poder autárquico, e que a hora de apresentação de candidaturas não é já a de consensos, mas sim do dissenso, onde os apoios políticos pré-partidários e pró-independentes, são aparentemente todos bem vindos e gemináveis, desde que se demonstre quem está do lado de quem, de forma a mostrar à população, o que está ao lado do quê. Parece-me que é precisamente isto, que começa a mostrar ser chegada a hora de romper com a confusão tomada de início, que a qualquer lista de independentes que se possa antever, lhe basta, ser opostos unidos em torno do abstracto, isto é, das meras e circunstanciais palavras de ordem, anti alguém.

Sob pena, de não se verificar uma integração funcional no eleitorado, dos chamados “independentes”, logo numa fase de bastidores. Há aspectos determinantes que caucionam todas e quaisquer candidaturas de cariz independente, sejam elas de adesão partidária, movimentista, militante, ou de cidadania activa. Se não há um mago como candidato, não se deve desmerecer quem tem dito o quê nesta questão. Pelo facto de a via dos chamados “independentes”, poder mostrar-se uma mera solução de justaposição de falhas, um simples acrescento que em nada altera a lógica que muitos tomam como certa – mas erradamente – de que concorrer contra Mário Alves, permitirá por si só, mobilizar largos sectores da opiniara Municipal “está disposta a dialogar com os taxistas não só em termos de transporte, mas também em termos da imagem que podem dar do concelho”.

Henrique Barreto

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