Os três desejos dos líderes partidários para 2009

…ano de 2009. Seguem-se os depoimentos, publicados por ordem de chegada à redacção do CBS

José Carlos Nunes Mendes*

O ano de 2008 terminou vergado ao peso da crise mundial.
Em 2009 o mundo irá ser confrontado com as consequências desta crise. É o ano de todas as incógnitas, de todos os riscos e, espera-se, também, de todas mudanças que se impõem para inverter a marcha da crise global.
Ninguém se atreve, porém, a antecipar cenários detalhados depois de as tempestades de 2008 terem apanhado quase toda a gente desprevenida.
O que há um ano eram verdades absolutas, algumas colocadas ao nível do dogma, foram pelo cano da realidade. É com esta dura realidade que temos que enfrentar este ano que agora se inicia.
Ano novo, vida nova. Mais que uma expressão sobejamente conhecida, é um desejo por todos ansiado. Ano após ano.
Todos os anos acontece o mesmo: aproxima-se a mudança de ano e todos nós, ainda mal refeitos das emoções e surpresas da noite Natalícia, imbuídos de um enorme sentimento de esperança, queremos acreditar que desta vez é que é. Sim, desta vez o novo ano vai realmente mudar a nossa vida, todos os nossos problemas e dificuldades serão ultrapassados e todos os nossos desejos serão realizados. Ano novo, vida nova!

O que eu gostaria que acontecesse, em 2009? Pede-me o Correio da Beira Serra que aqui revele três dos meus desejos para 2009. Assim sendo, o primeiro é que se concretize, para bem dos Oliveirenses, nas eleições autárquicas de 2009, a eleição de uma equipa por mim liderada, que permita as mudanças inadiáveis nas políticas de desenvolvimento do concelho. Como tenho vindo a afirmar quero um concelho diferente!

Sei que tenho capacidade para ajudar a construir um concelho melhor!

• Um concelho onde não impere o medo e onde as pessoas sejam chamadas a participar na construção do seu futuro.
• Um concelho em que as pessoas sintam que o poder autárquico serve para ajudar a resolver os seus problemas.
• Um concelho onde os empresários se sintam apoiados e creiam que vale a pena investir.
• Um concelho moderno e atractivo com equipamentos e serviços capazes de dar resposta às exigências da população.
• Um concelho onde os mais jovens se possam fixar e tenham a noção que o bem-estar não se resume a um restrito círculo de amigos.
• Um concelho em que os seus autarcas sejam valorizados com novas competências e responsabilidades

• Um concelho que seja conhecido pelas suas potencialidades turísticas e pela organização e embelezamento das suas aldeias vilas e cidade. Em síntese, este é o concelho que eu desejo ajudar a criar!

Relativamente ao segundo desejo gostaria que o poder autárquico que se encontra presentemente em exercício no Município, neste período até às eleições autárquicas, por questões eleitorais, a exemplo do que tem acontecido ultimamente, não entrasse em loucuras no lançamento de obras que não contribuem para o desenvolvimento do concelho. Os ecos dos projectos anunciados nas reuniões do executivo causam-me preocupação.

O investimento deverá sim incidir em infra-estruturas que, de uma forma efectiva, tragam o bem-estar aos habitantes do nosso concelho. E há tanto em que investir! Ouçam primeiro a sociedade civil!

Apesar da conjuntura desfavorável que se vislumbra, vamos pensar positivamente e enfrentar o dia-a-dia com optimismo, confiança, determinação
e boa disposição. Assim, o meu terceiro desejo vai para todos os Oliveirenses. Que 2009 nos traga muita saúde, paz, felicidade, amor e… dinheiro!
A todos UM BOM ANO!

*Presidente da Comissão Política do PSD

João Dinis*

De três se diz que foi “a conta que Deus fez”. Mas às vezes há certas contas “de três” que são o Diabo…

Para o caso em apreço, “três desejos para 2009”, começaremos pelo estribilho de conhecida e bonita canção:- “Paz, Pão, Saúde, Educação”…

De facto, o desejo mais abrangente é o de que haja paz que a guerra não resolve coisa nenhuma e antes pelo contrário. Hoje por hoje, a guerra é a maior negação do Homem e da Civilização ( e de Deus mais de Maomé mais de Buda e de todos os outros…) mas, infelizmente, persistem interesses geo-estratégicos e económicos que nos atiram para a barbárie da guerra “tecnológica” que nos arrepia e que tanta dor e tragédia causa entre os inocentes !

E que também haja saúde até porque, com o desmantelamento em curso do Serviço Nacional de Saúde, os doentes ( e o sofrimento) estão a ser transformados em (rico) negócio para alguns “barões da medicina” e para certos grupos financeiros e económicos. A seguir, necessitamos de mais emprego, melhores salários, melhores pensões e reformas. E um melhor sistema de ensino, mais democrático, mais universal e gratuito. Como se vê, afinal são muito mais que “três” os desejos, mas legítimos são eles também.

Dir-nos-ão, os governantes e seus mandantes, que tanta coisa é impossível até porque “estamos em crise”. Não nos explicam, entretanto, é por que razão é que estamos em crise… “Eles”, os governantes, vêm agora armar-se em “bombeiros” – da crise – quando são “eles” os “incendiários” ( a mando dos grandes interesses financeiros e económicos…) com as políticas neo-liberais e de direita que nos andam a impor desde há pelo menos trinta anos!

Porém, enquanto que para o Povo são os “tostões”, para meia dúzia de banqueiros são os “biliões”… E, ainda por cima, o PS e o Engº Sócrates têm o descaramento de pedir novas “maiorias absolutas” nas eleições deste ano ! Quer dizer, nova “maioria absoluta” para a nossa desgraça também esta absoluta ?…
NÃO !!

Ou seja, para criarmos condições políticas capazes de nos permitirem transformar alguns dos desejos – alguns dos nossos sonhos – em realidade, e para podermos partir para outros sonhos, aproveitemos pois 2009 e as três eleições que se vão realizar este ano. O voto certo não é tudo mas pode ajudar, e muito !

É pois necessário que cada um pense bem na vida e nas dificuldades provocadas por estas políticas de direita. Para desejavelmente mudar o seu sentido mais habitual de voto se assim quiser contribuir para a mudança a sério; se quiser contribuir, com o seu “novo” voto, para uma ruptura democrática com estas políticas de direita que nos desgraçam a vida e que comprometem a independência nacional.

Para construirmos um desejo ainda mais geral e mais universal:- a Felicidade dos Homens, Mulheres, Jovens e Crianças que criam e dão sentido à Vida e à Civilização. Desejo que para ser eterno necessita muito, hoje, da nossa inteligência solidária capaz de orientar melhor a nossa acção quotidiana, individual e colectiva, de transformação. Viva 2009 !

*Porta-Voz do PCP em Oliveira do Hospital

José Francisco Rolo

Em 2009, desejo a todos os meus concidadãos, acima de tudo, muita saúde e esperança, para que possa haver o bem-estar e a energia que nos permita fazer face aos desafios pessoais, familiares, profissionais e cívicos que temos pela frente.

Resultado da crise financeira internacional, que ninguém pode ignorar e que se manifesta, como temos vindo a perceber, em todos os países desenvolvidos e que, infelizmente, também terá os seus impactos negativos em Portugal, o ano de 2009 será um ano de grande exigência para todos nós: para as famílias, para as empresas e para as várias entidades que prosseguem actividades de interesse público e colectivo. Acredito que, com as nossas capacidades colectivas, a nossa inteligência e sentido de responsabilidade, conseguiremos fazer face ao momento que atravessamos. Tanto mais que já várias vezes no passado provámos que somos capazes de enfrentar e ultrapassar dificuldades várias.

Por isso o meu grande desejo para 2009 é que haja um grande sentido de responsabilidade pessoal, mas também colectiva, que nos permita colocar sempre do lado das soluções e não do lado dos problemas.

É por todos reconhecido que o nosso concelho precisa de esperança, de uma renovada energia e de uma nova visão para a gestão do concelho, onde todos tenham voz, e principalmente, onde todos sejam ouvidos e tratados por igual. Desejo, pois, que o diálogo participado e construtivo, aglutinador de vontades, substitua o conflito, a má vontade e a inércia do “deixa andar” e do “quero, posso e mando”. O concelho precisa de soluções e não de conflitos, o concelho precisa de novas ideias, de novos projectos e não de desculpas ou de desresponsabilização perante os erros. O concelho precisa de uma nova liderança que devolva a esperança: que saiba ouvir, que saiba mobilizar, que saiba encontrar soluções onde há anos e anos se tem falhado. O concelho não pode continuar adiado e o seu definhamento se ir acentuando. Os sinais estão aí. 2009 será um ano, onde na qualidade de cidadãos, vamos ser chamados a fazer escolhas. Vamos ter 3 actos eleitorais pela frente. Também aqui teremos que ter sentido de responsabilidade e pensar nas soluções que melhor servem o país e o concelho.

Enquanto dirigente político, tenho percorrido o concelho e falado com muitos cidadãos e representantes de várias instituições. Percebe-se uma vontade de mudança no que diz respeito à Câmara Municipal.

Desejo que dessa crescente vontade de mudança, surja uma onda que leve a efectivas mudanças, de estilo e de prioridades. O desenvolvimento económico, o apoio à criação de empresas e de emprego, tem que ser a grande prioridade. Não podemos insistir em “mais do que mesmo”. Em jeito de conclusão: desejo que no nosso concelho e na região os efeitos da crise consigam ser minorados com a articulação entre as politicas de apoio económico e protecção social do Governo e das Câmaras Municipais, que ajudem à preservação de postos de trabalho e mesmo à criação de novos. Também neste domínio o PS já apresentou as suas propostas, apontando soluções que são possíveis de realizar. Desejo que o PS corporize uma solução de mudança, que permita receber a confiança dos cidadãos, para que um novo projecto chegue à Câmara Municipal. Acho que há condições e solução para tal. Da nossa parte, em 2009, a mensagem que nos deve guiar é precisamente a da esperança alicerçada na responsabilidade. Da conjugação das duas esperamos que uma nova era chegue ao concelho. 2009 pode ser o inicio da viragem que a nossa terra merece.

*Presidente da Comissão Política Concelhia do PS

Maria Adelaide Freixinho*

Em primeiro lugar gostaria de saudar todos os Portugueses e, em especial os Senhores leitores.

E agora aqui seguem os meus três desejos, muito sinceros:

1. A minha primeira ambição seria a nível mundial: Que a paz fosse uma realidade em todos os lugares e a fome irradiada do Planeta.

Qual a razão pela qual os cristãos – só pelo facto de o serem, como se isso fosse um crime – continuam a morrer aos milhares em Darfur (Sudão) e a comunidade internacional, cinicamente, ignora esta chacina?

Como explicar que na República do Congo a guerra fratricida seja de uma crueldade inimaginável e os Países com possibilidade de intervenção, lavem as mãos como Pilatos?! Alguém concebe que, em pleno dia de Natal, estando um grupo de cristãos a orar numa igreja, sejam todos mortos à machadada?!

Será que nenhum responsável das ditas grandes potências que deveriam dar o exemplo do pacifismo vê o que se passa no Zimbawe? E alguns infelizes que conseguem fugirem para países vizinhos, serem queimados vivos?

E como pôr fim aos diversos conflitos no Médio Oriente? Afeganistão, Paquistão, Síria, e, no mais que actual dos conflitos entre uma facção extremista do bom povo Palestiniano – o Hamas – e os Israelitas? Havendo um período de tréguas para quê começar e continuar a lançar “Rokets” contra Israel? Pura provocação ou inconsciência? E Israel não teria outro meio para, mesmo com paciência de Jó, não causar, na resposta, tantas vítimas, sobretudo crianças?

Tenho visto muitas e justas manifestações condenando este último conflito, nomeadamente as vítimas Palestinianas. E dos que acima referi? Não há ninguém que se manifeste, que condene aquelas atrocidades no continente Africano? Não acredito que uns seres humanos sejam votados ao ostracismo mundial e outros sejam – e bem – lembrados em quase todos os países!

Desejo, pois, que todos estes lamentáveis cenários de guerra, em 2009, consigam a paz e que os direitos humanos sejam respeitados em todo o Mundo e não só em parte dele…!!

2. No que concerne a Portugal gostaria de ver, na prática, um sistema sócio-político, onde cada pessoa desempenhasse as suas funções, tivesse os seus direitos e os seus deveres exclusivamente de acordo com as suas capacidades, vontade de trabalhar e rentabilidade. Que os compadrios fossem coisa do passado; que a honestidade voltasse a ser uma virtude; que a corrupção fosse um pesadelo do passado, que a corrupção “monetária” que, na minha opinião, a pior das corrupções – ou és do meu clube e tens todas as benesses ou não és e… desaparece! Que o oportunismo fosse socialmente condenado!

Gostaria, portanto de um País Justo, com trabalho para quem possa trabalhar e com uma assistência social digna para aqueles – e só para esses – que por efectiva doença, pela sua idade ou por qualquer desgraça, dela necessitem. Em suma, um País aberto, exclusivamente, ao progresso e à justiça.

3. No que respeita ao nosso concelho ficaria satisfeita se os meus desejos para o País, aqui começassem a ser uma realidade!

Que nenhum posto de trabalho terminasse e, ao contrário, outras oportunidades surgissem para todos e, em especial, para os jovens. Que todos os ramos de ensino primassem pelo correcto comportamento dos discentes e pelo constante interesse de seus Pais e encarregados de educação nos direitos e, também, nos deveres de seus educandos. Que o ensino Superior continue, cada vez mais, e com instalações condignas, a “dar a mão” aos jovens que pretendam esse grau de qualificação. Que os Jovens sintam que vale a pena valorizarem-se, pois serão as suas habilitações, em conjunto com a sua frontal maneira de ser que irão determinar o seu futuro. Que a segurança, quer física quer dos nossos haveres, fosse um dado adquirido.

E ninguém pense que isto é miragem, ou pura retórica. Basta que todos e cada um de nós assim proceda, vindo, obviamente o exemplo irrepreensível, de quem ocupa cargos públicos, e quanto maior for o cargo, maior será o grau de exigência!

Se todos tivermos um procedimento correcto e exigirmos dos outros igual conduta, tudo é possível e fácil”

Que nunca mais se aplique, no nosso concelho, o provérbio, certamente oriundo da idade da pedra, segundo o qual “quando os cães comem com os lobos, coitadas das ovelhas”!

*Presidente da Comissão Política Concelhia do CDS/PP

 

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