“Os Verdes” denunciam problema da ETAR de Meruge na Assembleia da República

 

Depois das sucessivas queixas a propósito da construção da ETAR de Meruge, o assunto vai finalmente chegar à Assembleia da República. O compromisso foi esta manhã assumido pela deputada do partido ecologista “Os Verdes” que, após reunir com a autarquia de Meruge e visitar o local onde decorrem os trabalhos da ETAR, se revelou preocupada com os atrasos a que a obra tem estado sujeita e com a recente notícia de que, afinal, “a ETAR não vai servir toda a população”.

“Não vão ser ligadas as três fossas e diz a Junta de Freguesia que assim fica só um terço do problema resolvido”, afirmou Heloísa Apolónia, verificando que, daquela forma, o “problema mantém-se grave”.

Um assunto que, entende a deputada, deve chegar ao ministério do Ambiente, por via de uma pergunta escrita, que obriga a uma resposta escrita. Para além de pretender “denunciar” o problema na Assembleia da República, a deputada quer “perceber que custos decorreriam da ligação das três fossas séticas à ETAR”, porque “o grosso do investimento está feito”.

Uma denúncia que, assegura Apolónia, não se esgota nos problemas em torno da construção da ETAR e será também extensível à poluição a que tem estado sujeito o Rio Cobral por parte das queijarias e que, teve, na última quinta feira, o seu mais recente episódio.

“Vamos questionar o ministério do Ambiente e perceber o que tem sido feito em termos de fiscalização, porque o que é certo é que as populações se continuam a debater com este problema”, assegurou a deputada apostada que está em dar nova vida “a um rio fortemente fustigado em várias vertentes”.

“Não tem cabimento fazer um investimento destes numa ETAR e o problema não ficar meio resolvido”, referiu o presidente da Junta de Freguesia de Meruge que, confessa, ter ficado surpreendido quando há pouco tempo soube que afinal a ETAR não vai servir toda a população de Meruge. “Só numa última reunião é que nos apercebemos de que a ligação de duas das três fossas só será lançada em 2014”, contou Aníbal Correia, considerando estar em face de uma “aberração”.

“Isto não tem cabimento nenhum”, reclama o autarca, certo até de que a ligação das restantes fossas não ficaria assim tão cara, porque até seria “por gravidade”. Em causa está um problema que dificulta a tarefa assumida por Aníbal Correia de despoluição do Rio Cobral.

“Ainda não é desta que vamos deixar de ser poluidores”, lamenta o autarca que, ao mesmo tempo, se vê a braços com a poluição proveniente das queijarias no vizinho concelho de Seia.

Um problema que, Aníbal Correia também gostaria de ver resolvido, mas que acredita só será ultrapassado com a construção de uma ETAR comum a todas as unidades industriais. Porque, o que o autarca continua a verificar é que “fica mais barato abrir as torneiras para o Rio Cobral do que fazer tratamentos”. Uma situação recorrente, em especial, na altura das maiores chuvadas, mas que o autarca gostaria que fosse objeto de fiscalização. “Alguém tem que as obrigar a cumprir a lei”, defende Aníbal Correia, notando não ser sua intenção “acabar com as queijarias, nem com os postos de trabalho”. “Mas têm que respeitar as populações e tentar poluir o menos possível”, afirma.

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