“Os Verdes” questionam o Governo sobre a poluição da Sonae Indústria em São Paio de Gramaços

O Grupo Parlamentar “Os Verdes” entregou na Assembleia da República um conjunto de perguntas, nas quais questiona o Governo, através do Ministério do Ambiente, do Ordenamento do Território e Energia,  sobre a poluição provocada pela  Sonae Indústria em São Paio de Gramaços, concelho de Oliveira do Hospital. Os Verdes lembram que em Janeiro se deslocaram ao local e verificaram “que nas imediações daquela unidade industrial existe uma extensa área, em que pequenas partículas, aparentemente de madeiras, se propagam e acumulam na envolvente, em função da direcção e velocidade do vento”.

“As partículas constituem, por um lado, uma preocupação, pois não existe informação se estas são ou não nocivas para a saúde e, por outro, causam constrangimentos à população local na realização de certas tarefas diárias, como por exemplo, ao abrir as janelas das habitações ou ao estender a roupa no varal, conforme nos foi transmito por alguns moradores”, refere aquele grupo parlamentar que acusam ainda de sair das chaminés da mesma unidade sai uma substância que os preocupa. “Aparenta ser vapor de água, mas o facto também inquieta a população local pois não há informação sobre se este vapor é ou não nocivo para a saúde”, observam.

Os deputados daquela força política realçam ainda que outra preocupação da população de São Paio de Gramaços está relacionada com o tratamento e destino final das águas residuais resultantes da laboração da unidade industrial. “Não há informação sobre se as águas residuais são ou não tratadas e qual o seu destino. Estas preocupações derivam da situação que ocorreu em Fevereiro de 2014, altura em que a água do Fontanário Nossa Senhora dos Milagres (São Paio de Gramaços) ficou temporariamente imprópria para consumo, aparentemente contaminada por águas provenientes da unidade industrial da Sonae”, referem adiantando que na sua visita em Janeiro foi possível verificar nas “imediações da unidade industrial vestígios de líquidos esbranquiçados, lançados para canais de escoamento a céu aberto da própria empresa”.

Garantem ainda que ouviram também queixas da população sobre a poluição sonora. “Da laboração resultam vibrações e ruídos significativos, que afectam a qualidade de vida dos moradores que poderiam ser evitados, por exemplo com um reforço da cortina arbórea e/ou com outros elementos protectores que reduzam estes elementos perturbadores”, dizem.

Por isso, deixam o seguinte conjunto de perguntas que querem ver respondidas pelo Governo: 1– O ministério tem conhecimento dos constrangimentos que a unidade da Sonae Indústria localizada em São Paio de Gramaços, Oliveira do Hospital causa na população envolvente? 2– As partículas aparentemente de madeira que se propagam e acumulam pela envolvente da Sonae Indústria são ou não nocivas para a saúde? 3– Que medidas estão previstas pela unidade industrial para reduzir a propagação de partículas que afectam a qualidade de vida da população? 4– As substâncias, aparentemente de vapor de água, lançadas pelas chaminés da unidade industrial, constituem algum perigo para a população? São feitas análises regulares de modo a despistar colónias de bactérias que colocam em causa a saúde pública? 5– Qual a quantidade diária / mensal de águas residuais que resultam da actividade da empresa? 6 – As águas residuais são tratadas dentro da unidade industrial? 6.1 – Se sim, esta unidade tem licença de rejeição de águas? Os efluentes são lançados na Ribeira de Cavalos? Em que ponto confluem exactamente? Têm sido feitas análises às águas rejeitadas? 6.2 – Se não, para onde são encaminhados os efluentes? São feitas análises aos efluentes à saída da unidade industrial, antes do tratamento? 7– Qual a origem e a causa da contaminação das águas, que se verificou em Março de 2014, com a Fonte da Nossa Senhora dos Milagres (São Paio de Gramaços)? 8– São realizadas medições aos ruídos e vibrações que resultam da laboração da fábrica nas áreas envolventes nomeadamente nos aglomerados populacionais? Os resultados estão dentro dos parâmetros legais? 9– Está previsto reforçar a cortina arbórea e/ou a aplicação de outros protectores que reduzam os ruídos e vibrações na população envolvente?

 

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  • Desalinhada

    Ora aqui está alguém a trabalhar em prol das populações. Já agora o que pensa o sr presidente da união freguesias sobre esta matéria? O que pensa o sr presidente da câmara? Que sugestões foram dadas por estas duas entidades para por exemplo acabar com as partículas que invadem o ar, as casas, as hortas, nas imediações da empresa? Segundo me foi dito, a junta freguesia já foi informada mais que uma vez………… Sr João Dinis, e o sr deputado do partido os verdes, muitos parabéns por esta iniciativa.