“Os vereadores do PSD não representam a Comissão Política e há um nítido prejuízo a esse nível”

 

Um encontro de autarcas destinado a homenagear os presidentes de junta em fim de mandato e a abrir a discussão sobre a reforma administrativa é o modelo, este ano, escolhido pelo PSD de Oliveira do Hospital para assinalar o arranque de mais uma temporada política.

A iniciativa, que tem realização prevista para meados do Outono, surge como que em jeito de substituição do habitual encontro laranja na praia fluvial das Caldas de São Paulo e que tem nova edição prevista para 2012, numa espécie de projeção das futuras eleições autárquicas.

Para além deste encontro, a Comissão Política prepara-se para anunciar a realização de um conjunto de outros eventos, com os quais pretende “recordar o partido” e possibilitar o contato entre militantes e a estrutura concelhia.

Isto mesmo foi transmitido ao correiodabeiraserra.com pela própria presidente da Comissão Política do PSD de Oliveira do Hospital que, insistentemente, tenta levar por diante uma missão de união e pacificação no seio do partido de Pedro Passos Coelho.

No rescaldo de uma intensa troca de galhardetes entre a líder a o vice-presidente da Comissão Política do PSD oliveirense, Sandra Fidalgo garante que “existe um clima a nível interno que permite trabalhar”.

“As questões foram tratadas internamente e não deveriam ter tido repercussão cá para fora”, afirmou Sandra Fidalgo ao correiodabeiraserra.com, referindo-se em concreto às recentes declarações proferidas pelo vice Nuno Pereira – recuou na intenção de demissão – e colocavam em causa a capacidade de liderança de Sandra Fidalgo.

“A Comissão Política está atenta e está a analisar a melhor forma de abordagem quer para integrar, quer para expulsar…”

Bem mais longe de ficar resolvida parece continuar a autêntica fronteira que existe entre a dupla que representa o partido em sede de executivo e a Comissão Política Concelhia do PSD.

É que apesar de se opor à hostilização e pugnar pela união, Sandra Fidalgo ainda não conseguiu levar a bom porto a sua missão de unir a família social-democrata. Garantindo que tal facto não acontece no domínio dos eleitos pelo PSD na Assembleia Municipal – “temos ajustado sempre as nossas posições e estamos unidos no caso da ESTGOH”, contou, Sandra Fidalgo lamenta que o mesmo não aconteça ao nível do executivo municipal.

Até aqui, com uma postura de constante rejeição da retirada de confiança política aos dois vereadores da oposição eleitos pelo partido em 2009, Sandra Fidalgo já não descarta essa possibilidade, porque verifica que “não representam a Comissão Política”.

“A Comissão Política está atenta e está a analisar a melhor forma de abordagem quer para integrar, quer para expulsar os vereadores”, adiantou Fidalgo a este diário digital, ao mesmo tempo que dá conta de “uma total falta de cooperação” por parte de Mário Alves e identifica “uma maior abertura no tratamento de algumas questões” do lado de Paulo Rocha.

Do que a presidente do PSD não tem dúvidas é de que a caminho das próximas eleições autárquicas, a postura que vem sendo adotada pela dupla de vereadoras não é favorável ao partido a nível concelhio. “Há um nítido prejuízo a esse nível”, contou a responsável, que diz nunca saber quais vão ser as posições defendidas pelos vereadores nas reuniões do executivo.

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