Pais de Oliveira do Hospital pedem anulação de exame de Português

Os pais e encarregados de educação dos alunos do 12º ano da Escola Secundária de Oliveira do Hospital enviaram requerimento ao governo e presidente da República a solicitar a anulação do exame de português realizado no dia 17 de junho, dia de greve de professores.

Em posição conjunta assumida em reunião da APAS – Associação de Pais realizada no dia após a greve que, no concelho, impediu a realização da prova a 87 alunos, os encarregados de educação de Oliveira do Hospital querem que seja “dada a possibilidade a todos os alunos de realizarem o exame nacional de Português do 12º ano, no dia 2 de julho, repondo o princípio da igualdade tal como consagrado no artigo 13º da Constituição da República Portuguesa”. Para o efeito, em requerimento já enviado ao governo, Assembleia da República e Presidente da República a Associação de Pais já reclamou a anulação da prova por considerar que “de uma forma clara e objetiva, se registaram diversas ocorrências seriamente perturbadoras do normal procedimento para a realização de um exame nacional resultando na impossibilidade de equidade entre todos os alunos”.

Em concreto, os pais dos alunos de Oliveira do Hospital apontam o dedo ao incumprimento daqueles que, em período normal de exames, eram “os procedimentos escrupulosos e obedeciam a regras muito específicas de preparação, vigilância e aplicação, obrigando todos os anos a reuniões de formação por parte dos docentes designados para este serviço”.

Atrasos na hora de início do exame, vigilantes sem formação, incumprimento no processo de verificação da identificação dos alunos, presença de telemóveis na sala de exame, invasão de salas por parte de alunos e impossibilidade de todos os alunos de uma mesma escola realizarem o exame, são alguns dos aspetos apontados pela Associação de Pais e que “põem em causa, seriamente e de forma definitiva o resultado dos exames realizados”.

“Não está, de forma alguma, salvaguardada a competição equilibrada e equitativa para o acesso ao ensino superior, nem a nível nacional, nem sequer a nível dos próprios alunos de cada uma das escolas em si”, alertam os pais no requerimento onde colocam em causa a “legalidade dos procedimentos”.

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