Pais de Oliveira do Hospital querem Atividades Extra Curriculares no final dos tempos letivos

A forma como as Atividades Extra Curriculares (AEC) foram “encaixadas” no horário letivo não está a agradar os pais dos alunos do 1º CEB de Oliveira do Hospital que exigem que aqueles tempos não letivos sejam transportados para as últimas horas do dia.

Reunidos pela primeira vez desde que teve início o novo ano escolar, vários encarregados de educação de alunos que frequentam o primeiro Ciclo de Ensino Básico nas escolas afetas ao antigo Agrupamento de Escolas Brás Garcia de Mascarenhas insurgiram-se com a forma como o novo agrupamento de escolas calendarizou as Atividades Extra Curriculares.

Em causa estão aulas daquela componente não letiva que, em algumas turmas, foram colocadas ao início do período da tarde e que – segundo dizem – “obrigou” os pais a inscrever os filhos naquelas atividades, pelo facto de àquela hora não terem possibilidade de ficar com eles em casa.

Por unanimidade, os pais mandataram a Associação de Pais, presidida por Ana Álvaro a reunir com a Câmara Municipal – assegura o funcionamento das AEC – e a Comissão Administrativa Provisória do mega agrupamento de escolas – responsável pela calendarização – com o objetivo de reorganizarem o horário escolar.

O que se pretende é que as AEC passem a ser dadas nos últimos tempos letivos para que assumam o carácter de frequência facultativa, possibilitando aos pais decidir se os seus filhos devem ou não frequentar as AEC.

Como forma de dar maior força à pretensão do grupo de encarregados de educação que na última sexta feira participou na Assembleia Ordinária da Associação de Pais, ficou decidido fazer circular um abaixo assinado por cada turma do 1º CEB.

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  • Papá Oliveirense

    Caros alguns papás da escola básica nº 1

    É com satisfação que leio esta notícia finalmente o futuro dos vossos filhos está no rumo certo. Um voto de parabéns também para a brilhante associação de pais finalmente se preocupam com essencial. Sim pois as aecs dos nosso filhinhos oliveirenses são importantes do que o facto de os alunos terem uma tarde com uma parte curricular com 2 h30m seguidas. Que o intervalo seja no fim das aulas, sim pois também esse o meu conceito de intervalo. Que existam inúmeras escolas que não permitem aos alunos atividades até às 17h 30m, como está na Lei. Que há alunos de necessidades educativas especiais sem acompanhamento devido. Nada disso importa o importante é que o meu filho ou filha vá ao balet ou vá para um colégio de Línguas e não me chateie no final do dia e eu o possa deixar em casa da avó e ir sair com os meus colegas. O futuro dele será sem dúvida o balet da gulbenkian ou o slb secção de hóquei. Também me congratulo com o facto de com esta atitude iluminada de colocar na ordem os alunos não citadinos. Esses pobres para que precisam de AECS se a avó está em casa ou podem e guardar ovelhas. Sim pois com esta nossa atitude serão estes os beneficiados estaremos a evitar que eles um dia estejam misturados com os nossos filhinhos na escola secundária.

    Uma palavra para os professores das aecs, esses capitalistas, que ganham pelas 5 horas que queremos que lhes paguem menos de 200 euros e tenham de pagar a segurança social até ao ordenado mínimo. Queremos ainda que eles se desloquem ao seixo à ponte e paguem a gasolina do seu enorme ordenado.

    Uma ultima palavra para alguns titulares da escola em causa, que têm jogado o duplo jogo, apoiam os país e incentivam-nos a questionar a opção do mega e ao mesmo tempo admitem para os diretores do mega que está tudo bem. Claro está que o mau comportamento dos nossos filhos é por causa das aecs que interrompem o brilhante trabalho destes docentes. Basta ir à escola para perceber isto a ordem, a qualidade é mais do que evidente naqueles corredores. A desordem vem com as AEC.

    Em suma ainda bem que as prioridades da associação de pais estão focadas no essencial. Já agora alguém já leu o Decreto – Lei 137/2012, ponto 66, alínea 5?. Existirá como argumentam neste mega um “conselho geral” (despacho 9265-B/2013) ou decorre o período para constituir o “conselho geral transitório” e nesse período as deve ser respeitado o referido ponto 5? Será que os país também já têm em OHP a competência de aprovar horários? Alterar horários? O conselho geral transitório? Mais uma dica para tirar tempo de confusão que tal ler o Decreto – Lei 137/2012, ponto 60 para perceber que há pais a mais na proposta de futuro CGT.

    Queridos papás até à vitória sempre … se eu pago … os outros, os pobres, que paguem também ou que não tenham nada.

    • Papá oliveirense

      Por pais a mais entenda-se porquê de Oliveira? e não da ponte ou da cordinha? com que base legal? quem decidiu? quem está a lançar o ano letivo? pode decidir umas coisas e não outras?

      • Papá Oliveirense

        Então caros alguns papás, não dizem nada? Já perceberam a diferença entre conselho geral, conselho geral transitórios e CAP? e já perceberam as competências de cada um deles no início de um processo de mega agrupamento? Já perceberam que substitui um orgão que não existe? Já perceberam a hierarquia das Leis em Portugal? Dica o que vale mais um decreto-lei ou um despacho?
        Mas querem um horário legal para resolver o problema da não tomada de decisão por um órgão que não existe? E se o Prof. Albano aceitar a vossa intromissão e decidir que as aulas de aec são no final do período curricular e se decidir, legalmente que os alunos da ebi, têm apenas uma hora de almoço? e ganharia 30m no final do dia que podiam ser utilizados pelas aecs e se aliarmos isto ao aumento da carga horária dos assistentes que estarão na ebi até às 18h, certamente já haveria hipótese de haver balet, legalidade e AEC. Será que os papás do abaixo assinado já concordam. Acho que cairia o carmo e a trindade hehe, mas legal já era certo? Noutras escolas pelo menos é.

  • Luis Neves

    Estou demasiado contente para entrar aqui em polémica… Estou contente porque vivo numa cidade de gente rica. Pessoas que têm atividades gratuitas para os filhos mas preferem coloca-los em colégios e ATL’s a pagar. Estou contente porque vivo numa cidade onde o respeito é reciproco, então na classe dos professores nem se fala. Uns queixam-se com os cortes orçamentais quando ganham para cima de 1500 euros, então e estes desgraçados das AEC’s que sobrevivem com 400 euros??? Não têm filhos, não têm casas nem carros para pagar??? Estou contente por viver numa cidade em que temos uma comissão de pais pró-ativa, que defende os interesses dos filhos intransigentemente ao ponto de preferirem que eles fiquem entregues a uma auxiliar, ao invés de a nível educacional ficarem com uma pessoa que forma e educa. Estou contente por nesta cidade haver miséria, haver obras para serem feitas, haver pessoas a precisarem de ajuda, mas fazerem-se abaixo-assinados para acabar com actividades que podem não ser para alguns incultos, proveitosas no imediato, mas que o serão num futuro próximo. Estou contente por haver gente tão burra na cidade onde eu vivo !!!