Pais e autarquia protestam contra encerramento de escola básica no concelho de Góis

Pais e autarquia protestam contra encerramento de escola básica no concelho de Góis

Pais de alunos da Escola Básica de Ponte do Sotão, do concelho de Góis, deslocaram-se ontem à Direcção Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGESTE) do Centro, em Coimbra, para protestar contra o encerramento daquela escola.

Os pais,que se encontravam acompanhados por um vereador, concentraram-se por volta das 09h00 para exigir que a escola básica se mantenha, depois de decretado o seu fecho, considerando que, por ter 24 crianças inscritas, reúne as condições necessárias para continuar aberta (o Ministério da Educação deu a indicação para encerrar as escolas com menos de 21 alunos).

“Vão mandar todas as crianças para o agrupamento de Góis, que fica a cerca de sete quilómetros de Ponte do Sotão”, explicou Sandra Alves, uma das representantes do grupo, salientando que a escola básica tinha “96% de taxa de sucesso escolar” e que “os pais estavam satisfeitos”.

A encarregada de educação frisou ainda que o seu filho, que “tem necessidades educativas especiais, teve uma evolução fantástica naquela escola e agora vai estar inserido numa turma maior e toda a evolução que teve vai cair por terra”. São três, no total, as crianças da escola com necessidades educativas especiais.

O vereador com o pelouro da Educação da Câmara Municipal de Góis, José Alberto Rodrigues, também presente na concentração, partilha “da insatisfação dos pais” por a escola “estar dentro dos limites estabelecidos pelo ministério” relativamente ao número de alunos.

Segundo José Alberto Rodrigues, “tem havido alguma dificuldade” por parte das autoridades responsáveis “em justificar este encerramento”. “Mais importante do que os encargos que esta decisão traz para a autarquia, que terá de assegurar o transporte dos alunos, é o transtorno que vai provocar aos pais e famílias destas crianças”, salientou.

A medida, de acordo com o vereador, potencia o despovoamento da localidade e a criação de turmas muito grandes em Góis, o que acaba por afectar o rendimento das crianças. “A ideia é centralizar e agregar”, criticou, avançando que o município está a analisar juridicamente a situação para “ver qual será a próxima tomada de posição”.

Os pais, juntamente com os representantes da autarquia de Góis, da Junta de Freguesia de Góis e da Casa do Povo de Ponte do Sotão, foram ouvidos pela DGESTE durante a manhã, tendo transmitido as suas preocupações relativamente ao fecho da escola básica.

O Ministério da Educação e Ciência anunciou em Junho que vai fechar 311 escolas do 1.º ciclo do ensino básico e integrá-las em centros escolares ou outros estabelecimentos de ensino, no âmbito do processo de reorganização da rede escolar.

O distrito de Viseu é aquele onde se vão encerrar mais escolas do 1.º ciclo do ensino básico já no próximo ano lectivo, concretamente 57, seguindo-se Aveiro e Porto, com 49 e 41, de acordo com a lista de encerramentos divulgada pelo Ministério da Educação e Ciência.

Fonte: Lusa

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