Pais encaram deslocalização como “pior decisão” e questionam actuação da DREC e Agrupamento de Escolas

Num comunicado marcado por recados a quem tem responsabilidades educativas no país, no distrito e no concelho, os encarregados de educação dos oito alunos transferidos para Nogueira do Cravo explicam ter aceite a decisão para “evitar que represálias de outro tipo venham atingir as crianças, ou até os encarregados de Educação”.

Embora decididos em colaborar com professores e demais encarregados de educação, os pais que na semana passada realizaram um cordão humano em frente à EB1 de Senhor das Almas continuam a considerar a transferência como “a pior decisão”.

 Sem conseguirem encontrar a verdadeira justificação para o que apelidam de “transferência compulsiva” dos filhos, os encarregados de educação colocam em causa quer as políticas do governo, quer as actuações da DREC e direcção do Agrupamento de Escolas Brás Garcia de Mascarenhas.

O caso de Avô…

Conhecedores de casos semelhantes onde foram seguidos critérios diferentes, os pais chegam a questionar se “as regras e as decisões da DREC não são as mesmas para todos os agrupamentos”. É que para além do caso da Lousã, onde – segundo os pais – continua a funcionar o regime de desdobramento, agora extinto na EB1 de Senhor das Almas, os encarregados de educação apontam o dedo a Avô onde “continua a funcionar uma turma de apenas cinco alunos do terceiro ano, com um professor”.

“Será porque a direcção dos agrupamentos não é a mesma?”, questionam os pais, face à conquista daqueles pais, que conseguiram evitar que os seus filhos fossem deslocados para a EBI da Ponte das Três Entradas. Cáusticos nas considerações, os pais não poupam o governo por ter instalado “um modelo de gestão anti-democrático, entregando nas mãos do director toda a capacidade de decisão da continuação, ou não, de turmas a trabalhar nessas escolas”.

Embora de forma mais branda, também a Câmara Municipal é chamada ao barulho, sendo que as responsabilidades não são dirigidas apenas ao actual executivo, mas também às anteriores equipas.

É que, na opinião dos pais, “os executivos camarários de há muito, deviam ter construído uma escola em Senhor das Almas com condições, com duas salas”. “Mantiveram, isso sim, um barracão que ainda hoje está a funcionar que só envergonha a própria câmara municipal e o concelho”, denunciam os pais, que se vão valer das próximas legislativas e autárquicas para manifestarem o desagrado por quem os “enganou e maltratou”. Não deixam, contudo, de agradecer a todos quantos manifestaram a sua solidariedade em todo este processo.

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