Passos Coelho acusa o governo de “distribuir mal aquilo que os portugueses pagaram com impostos”

“Nós não podemos manter esta mania socialista de atirar dinheiro para cima de tudo, sobretudo quando sabemos que é com o nosso sacrifício que o dinheiro é distribuído”, afirmou ao início da tarde Pedro Passos Coelho perante uma plateia que, à hora de almoço, encheu o restaurante do Hotel São Paulo em Oliveira do Hospital.

Muito crítico relativamente aos 15 anos de governo socialista, o candidato à presidência da Comissão Política Nacional do PSD chegou a considerar que o actual governo “se está a desfazer” e que um sinal disso é que “em menos de meio ano de ganhar as eleições”, o primeiro-ministro “anda em campanha eleitoral pelo próprio partido”.

No rol das críticas, Passos Coelho não deixou ainda de apontar o dedo ao próprio partido, entendendo que os portugueses não dispensaram José Sócrates em Setembro porque acharam o PSD “não estava preparado para tomar conta do país”.

Em defesa de um partido com “a casa arrumada” que seja capaz de ser uma “alternativa” ao actual governo, Pedro Passos Coelho considerou que a “orientação socialista é má” e disse ser o momento de o Estado “gastar melhor aquilo que tem”. Neste domínio, revelou-se contra as “prestações sociais que o governo foi criando”, verificando que “qualquer dia aqueles que trabalham não ganham o suficiente para sustentar o que o Estado distribui por toda a gente”.

Como forma de evitar algumas das prestações sociais, em particular os subsídios de desemprego, o candidato propõe que o governo pague às empresas para poder manter os trabalhadores nos seus postos de trabalho.

Pedro Passos Coelho propõe “tributo solidário”

Da mesma forma, defende que àqueles que realmente necessitam do Rendimento Social de Inserção ou outras prestações sociais, seja aplicado o que apelida de “tributo solidário”, para que contribuam com horas de trabalho em benefício da comunidade. Os sacrifícios impostos pelo Estado à classe média mereceram também a apreciação negativa de Passos Coelho, que voltou a criticar o governo pelo facto de com o novo Programa de Estabilidade e Crescimento ter voltado a aumentar os impostos.

“Cometeu o mesmo erro em 2005 e agora com o PEC”, referiu o candidato que se recusa a aceitar que se “diga aos trabalhadores que têm que ser sempre os mesmos a pagar a factura”. “Isto não é justo”, observou, defendendo as privatizações – da RTP por exemplo – como forma de não se penalizar a classe média.

Para Pedro Passos Coelho, “os sacrifícios são importantes, mas devem ser distribuídos de forma equitativa”. Defensor de uma melhor distribuição do dinheiro, o candidato ao lugar de Manuela Ferreira Leite elogiou “aqueles que em Portugal não são batoteiros e que não ficam em casa sem fazer nada”.

Decidido em apostar “naqueles que levam a vida a sério”, Passos Coelho disse que “o PSD é de longe o partido mais bem colocado para liderar uma alternativa ao governo”.

Clarificando que, à semelhança do que aconteceu em 2008, foi o primeiro a avançar com uma candidatura e que, por isso, não é candidato contra ninguém, Passos Coelho criticou os “ilustres do partido” que “só falam da união e da unidade” e, que “quando é chegada a hora de a praticarem, querem ficar com os lugares só para eles”.

Para reavivar a “grande história do PSD”, o candidato apelou à ajuda dos militantes que, na sua opinião, não podem ser tratados “como quem enche autocarros”. “Temos que os levar a sério, de os ouvir, incluir e valorizar”, considerou, destacando a necessidade de se conseguir passar a mensagem do “pluralismo e da tolerância”, para que “o país acredite que tão cedo quanto necessário, estará o PSD pronto para fazer um governo não socialista, que aposta nas pessoas e na valorização da riqueza”.

Na recepção a Pedro Passos Coelho, o presidente da Comissão Política de Secção do PSD reafirmou o seu apoio ao candidato, de quem espera “quando for primeiro-ministro” a  atenção para com as aspirações dos oliveirenses. “A nossa interioridade faz com que tenhamos problemas de acessibilidades e de estruturação”, observou, Nuno Pereira, considerando necessário que seja dada uma oportunidade a Passos Coelho para “de dentro para fora, mudar a forma de fazer política em Portugal”.

Na segunda visita que realizou ao concelho de Oliveira do Hospital, o candidato foi recebido por um vasto grupo de apoiantes, entre os quais se destacavam alguns rostos que, nas últimas eleições, integraram candidaturas independentes a alguns órgãos autárquicos concelhios.

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