Paulo Rocha devolve acusações à “suposta Comissão Política de Secção do PSD de Oliveira do Hospital”

 

Acusado de pautar por uma “atitude indigna e reveladora dos interesses meramente pessoais”, o vereador da oposição eleito pelo PSD que recentemente se desfiliou do partido e que integrou, no início deste ano, o executivo em permanência da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital eleito pelo Partido Socialista, não deixou o recente comunicado emitido pela Comissão Política de Secção do PSD sem resposta.

Numa nota onde volta a justificar a sua saída do partido com declarações proferidas pela líder local do PSD, onde ponderava a sua expulsão caso não partilhasse o caminho que a estrutura pretendia – “a situação atual é obviamente consequência direta e não causa desse facto”, refere – Paulo Rocha rejeita as acusações que lhe foram feitas, chegando a constatar que da parte da “suposta Comissão Política do PSD de Oliveira do Hospital” existe falta de conhecimento acerca da sua própria pessoa” , ou “enorme vontade em querer denegrir a sua imagem”.

Num documento onde garante nunca ter necessitado da política para se afirmar enquanto profissional, tendo “sido sempre convidado” para o exercício dos cargos ou lugares por onde passou – “o que particularmente me satisfaz e me deixa de consciência absolutamente tranquila”, refere – o novo elemento do executivo em permanência da Câmara Municipal nega ter mudado de camisola, porque continua a ser “ideologicamente social democrata”. Paulo Rocha clarifica contudo, não se rever na situação que se vive desde 2006 nos órgãos concelhios do PSD de Oliveira do Hospital.

No que respeita ao mais recente facto político e onde Rocha desempenha um dos principais papeis, o ex social-democrata explica que a decisão de aceitar o convite que lhe foi feito pelo presidente da Câmara Municipal para integrar o executivo ,e com ele partilhar a pasta de Administração Finanças da Câmara Municipal, só teve por base a sua formação e o conhecimento do próprio funcionamento autárquico “no sentido de poder ser útil a este concelho”.

Colocando frequentemente em causa a estrutura concelhia do PSD, falando sempre de “suposta Comissão Política de Secção do PSD”, Paulo Rocha acha “no mínimo curioso” que a sua mais recente decisão seja posta em causa pela concelhia e não pelas estruturas distritais e nacionais que, nas autárquicas de 2009, lhe manifestaram apoio.

Reiterando uma postura de total rutura com a concelhia do partido a que se mantém ideologicamente ligado, Paulo Rocha recorre a um conjunto de questões para devolver as acusações de que foi alvo.

“Afinal qual é a credibilidade, a legitimidade, a ética e a moral política de quem lutou dentro do PSD, com os recursos do PSD, contra a candidatura autárquica do próprio PSD, para falar de mim?”, questiona Paulo Rocha que numa alusão ao alegado apoio da estrutura laranja à candidatura independente à Câmara Municipal – “participou ativamente em ações de campanha dessa lista reconhecidamente contra o PSD”, “votou numa lista independente candidata aos órgãos autárquicos que tinha apenas como objetivo a derrota a qualquer custo da lista do PSD”, “aplaudiu entusiasticamente na noite de 11 de outubro de 2009 a vitória do PS”, enumera – verifica que o teor do comunicado com o qual a “alegada CPS do PSD de Oliveira do Hospital” repudiou a sua integração no executivo em permanência da Câmara Municipal “não é mais do que um espelho da generalidade dos elementos que a constituem”.

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