PCP apela à mobilização popular na defesa dos IC 6,7 e 37

Em Oliveira do Hospital, o PCP sucede ao PS na contestação à exclusão dos IC6,7 e 37 do estudo de infraestruturas de elevado valor acrescentado. Em comunicado, apela mesmo à mobilização popular “contra este atentado”.

“Não bastava o processo de “morte lenta” da ESTGOH, que se arrasta há anos em consequência da acção e da omissão de sucessivos desgovernos. Também importantes vias de comunicação, como IC 6 (Tábua – Covilhã), IC 7 (Oliveira do Hospital – Fornos de Algodres), IC 37 (Viseu – Seia), não foram consideradas obras estratégicas na recente proposta de um “Grupo de Trabalho”, feito por encomenda do governo PSD/CDS-PP”, refere em comunicado a Comissão Concelhia do PCP de Oliveira do Hospital que desde logo se opõe a que a decisão do grupo de obras prioritárias parta de um “qualquer grupo de trabalho”. “É ao governo que compete decidir”, refere João Dinis, porta voz do PCP em Oliveira do Hospital , certo porém de que da parte do governo PSD/CDS-PP deverá ser esperada “uma recusa política”.

Uma postura que, no entender do PCP, deverá merecer a contestação de populares e autarquias da região que “têm que se mobilizar contra este atentado”. “O PCP apela à mobilização das populações em defesa do desenvolvimento da região. As autarquias municipais da nossa região devem também mobilizar-se para reclamar ao governo a inclusão dos IC 6, 7 e 37 nas obras a executar o mais rapidamente possível e ainda que isso implique o reforço da verba total agora anunciada”, defende aquela estrutura partidária.

Ao mesmo tempo que reclama pela inclusão dos IC 6,7 e 37 no grupo de obras prioritárias, o PCP alerta para a necessidade de “mais dinheiro público para as obras estratégicas”, já que a verba anunciada pelo governo “é muito baixa”. “Os 5,1 mil milhões de euros até 2020 – para caminhos de ferro, portos, estradas, aeroportos – não chegam para garantir este importante aspeto do desenvolvimento do país”, alerta a concelhia do PCP oliveirense, advertindo que “se há sempre dinheiro para pagar os negócios e garantir benesses aos grandes grupos económicos, tem que haver dinheiro para desenvolver o interior e melhorar a vida das populações.”

“Afinal trata-se de uma verba muito menor do que aquela que andamos a pagar pelas “vigarices” de meia dúzia de conhecidos “figurões” do banco BPN”, sustenta o partido num comunicado onde faz notar que “não se pode permitir que, sem denúncia e luta, os sucessivos governos continuem a desprezar o interior do país e Oliveira do Hospital”.

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  • antoniodepenalva

    Todas as coisas têm uma oportunidade. A dos ICs para Oliveira do Hospital “já era”. Os autarcas e outras forças vivas andaram a brincar aos “impactos ambientais”, querendo afastar o traçado o mais possivel do centro urbano, agora aí têm o resultado.