PCP criticou “guerra” entre autarca e governador e sugeriu a tomada de medidas concretas

Num encontro com os jornalistas à porta da empresa de confecções, Davion, em Oliveira do Hospital, a candidata da CDU ao Parlamento Europeu, Margarida Fonseca, repudiou o que apelidou de “guerra” entre o autarca Mário Alves e o representante distrital do governo, Henrique Fernandes, por verificar que ambos estão a “chutar a bola em termos de responsabilidade”.

 “Não estamos em tempo de chutar responsabilidades. Estamos em tempo de assumi-las, de encontramos formas de contornar os problemas e encontrar soluções”, defendeu.

 A candidata foi apoiada por João Pedro Ferreira, que sugeriu a tomada de decisões. “Creio que é tempo de pararmos para pensar e de não estarmos armados em comissários políticos como é o caso do papel do Governador Civil e do presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, e começarmos a tomar medidas concretas”, sustentou o elemento do PCP, constatando que é isso mesmo que “tarda para prejuízo dos trabalhadores”.

A iniciativa do PCP, também participada por Vladimiro Vale da Comissão Política do Comité Central do partido, incidiu particularmente na crise que afecta o sector dos têxteis e das confecções e, que no corrente ano já ditou o encerramento de duas empresas no concelho.

O contacto com os trabalhadores foi a estratégia adoptada pelo PCP que, pelas 17h00 se concentrou em frente à empresa de confecções Davion escolhida – como foi dito aos jornalistas – por nenhum motivo específico. “Para nós é muito importante o contacto pessoa a pessoa”, referiu João Pedro Ferreira.

Em período de pré-campanha para as eleições ao Parlamento Europeu, Margarida Fonseca sublinhou algumas das propostas do partido, no sentido de minorar a crise e o seu impacto junto das pequenas e médias empresas.

Defensora da preservação da indústria têxtil portuguesa, a candidata lembrou que já há cerca de dois anos, o PCP entregou, no Parlamento Europeu, uma petição com cerca de 20 mil assinaturas, em defesa daquilo que é nacional. Referiu ainda que entre 2002 e 2008 fecharam 12 empresas têxteis na região centro, ditando o desemprego de mais de 500 trabalhadores.

Para inverter a situação, o PCP avança com propostas no domínio da diminuição dos custos de produção das pequenas e médias empresas. A sinalização das regiões com maior probabilidade de ocorrência de rupturas é outra das medidas avançadas pelo PCP, com o objectivo de as empresas em risco beneficiarem dos apoios do QREN e, assim, prevenirem o encerramento. Destaque também para as ideias defendidas pelo partido como forma de “balizar a liberalização do mercado”, e impedir que “numa Europa haja uns beneficiados e outros prejudicados”.

Aos jornalistas, João Pedro Ferreira lamentou ainda que o governo não dê atenção às duas moções recentemente aprovadas na Assembleia Municipal de Oliveira do Hospital, uma no domínio do reforço da rede social e outra que apelava ao desbloqueamento das verbas do QREN e do PRODER.

“Se o governo ouvisse estas propostas, poderíamos estar em condições de trabalhar na reestruturação da indústria.

Vladimiro Vale revelou-se também crítico, relativamente, às medidas anunciadas pelo governo, em torno dos apoios e benesses no recurso à banca.

“O que temos verificado é que as linhas de crédito e os fundos anunciados, ao invés de apoiarem as empresas, fazem com que a banca seja mais uma vez beneficiada”, notou, verificando que “é a própria banca a predar as pequenas e médias empresas e as famílias”.

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