Assim se poderá classificar este caso à volta do “Magalhães, esse computador “anão” que tanto goza dos socráticos amores.

Pedofilia Propagandística

Já por cá tínhamos os casos de pedofilia propriamente dita com vários e conhecidos “figurões” envolvidos na escandaleira…

Agora, o (des)primeiro-ministro e o seu (des)governo PS engendraram um novo tipo de pedofilia, a pedofilia propagandística:- aquela em que eles usam e abusam da imagem de crianças para a propaganda política ao (des)governo, logo ao partido que o sustenta. Tudo isso, a pretexto e em torno do computador “anão” baptizado de “Magalhães” pelos seus tutores. Basta analisarmos com visão crítica a “telenovela”, com o dito por tema, em que os principais (des)governantes aparecem nas televisões rodeados por crianças e a rirem-se muito para elas enquanto acompanham a entrega desses mini-computadores nas escolas. E por exemplo em Ponte do Lima, depois da “fotografia” propagandística do (des)primeiro-ministro com as crianças, os computadores foram-lhes retirados a seguir !… Ao mesmo tempo, transformam os professores em “agentes” de vendas e registo das máquinas e das telecomunicações pois é nas escolas que se preenche as respectivas fichas, computador a computador.

Para cúmulo, eis que também nos aparece nas televisões o mesmo (des)primeiro-ministro a tentar impingir o mesmo “Magalhães” a governantes de outros países durante uma cimeira política na América Latina ! Como é possível ?… Afirmo que, como português, eu me senti profundamente indignado com a cena. Como é que um primeiro-ministro de Portugal se apresta para desempenhar um tal papel e porquê ? Ora, perante aquilo que eu vi e ouvi – e partindo do princípio que as televisões não inventaram – com o primeiro-ministro armado em “caixeiro-viajante” do “Magalhães” (que me entendam os dignos profissionais desta actividade…), eu não pude evitar que me perguntasse a mim próprio:- será que o “homem” tem comissão nas vendas ? Ou será que ele já se prepara para vir a pertencer à administração das empresas que produzem e comercializam o “Magalhães” mais as telecomunicações inerentes ? Ó pá:- admita-se que não senhor, que não se tratará disso, mas que esta situação é muito insólita e estranha, lá isso é…

BARACKOMANIA

A maior campanha “publicitária//propagandística” jamais montada e exportada em torno de eleições, decorreu a pretexto de Barack Obama e das recentes presidenciais nos Estados Unidos. Foi uma coisa intensa, programada e controlada por centros organizados de elaboração e difusão “noticiosas”. Com as “vozes do dono” espalhadas pelos outros países a repetirem-nas como autênticas câmaras de eco. Vendo e ouvindo as principais “notícias” em Portugal…em Espanha…França…Alemanha…Polónia…etc, etc, — e houve quem se desse a esse trabalho — constatava-se que o núcleo duro dessas “notícias” era absolutamente idêntico. Todas afinavam pela generosa “simpatia” em torno de Barack Obama e intensificaram essa tendência à medida que se aproximava o dia da votação nos EUA. Bem, entretanto não esqueçamos que são muito restritos e controlados os centros de elaboração e difusão dessas campanhas direccionadas com o objectivo de “fazerem as cabeças” das pessoas onde quer que elas as oiçam… E a tal ponto assim foi que se os europeus por acaso votassem, mais de 70% deles teria votado em Barack Obama. E até se fizeram esses “estudos de opinião”.

Pessoalmente, eu acho que não é indiferente ser Barack Obama ou ser John McCain o presidente dos EUA. O segundo deles é declaradamente um “falcão” com aspirações a fascista. Mas desiludam-se todos aqueles que pensam que vai mudar o essencial das políticas norte-americanas com Barack Obama na Casa Branca. Nunca se esqueçam que foi com Bill Clinton como presidente – um membro do partido democrata – que os EUA bombardearam o Sudão, a Etiópia, a (ex)Jugoslávia, etc… A nível interno, o mais provável é saírem goradas as maiores expectativas de muitos milhões de norte- americanos.

Mas então porquê tanta injecção de “simpatia” a favor de Obama, sobretudo fora dos EUA ? Atenção que ele, afinal, só teve mais 7,5 milhões (mais 6%) de votos do que o outro ( num total de quase 122 milhões de votantes) mas em que nem sequer votaram 50% dos norte-americanos. É certo que o homem tem grandes dotes oratórios e muito treino de comunicação e que, há um ano atrás, não estava previsto – pelo sistema – que fosse ele o candidato do partido democrata (era a Hillary Clinton…). É certo que ele é de côr e que o facto de ter sido eleito já é “muito” considerando as questões raciais dos EUA. Mas tudo isso é relativamente secundário e não explica o “fenómeno”.

A questão é que o sistema – o sistema capitalista-imperialista “made in USA” – se apercebeu que precisa de “lavar a cara” perante o mundo e de mudar algo (secundário) para que tudo afinal continue na mesma (quanto ao essencial)…

Acontece que os EUA estão atascados em problemas enormes:- estão a perder a guerra no Iraque e têm tropas em todo o lado o que custa “mares” de dinheiro em época de forte crise; acontece que os EUA têm acumulado problemas económicos e sociais internos, de todo o tipo e a um nível “explosivo”; acontece que os EUA têm uma dívida externa colossal a qual nunca mais vão pagar até porque esse dívida externa também serve para parasitar outros países pelo que causa acrescidos problemas.

Ou seja, a parte mais hábil do sistema capitalista-imperialista, depois de ter “queimado” o Bush, deu rapidamente conta da “boa” imagem para consumo (interno e externo) de Barack Obama e está já a aproveitar-se dele para, repete-se, fazer crer que há mudança e tentar “desatascar-se”. Mas não. Aliás, se Barack Obama porventura afrontasse o sistema, acabava logo por parar uma bala com a cabeça, como já aconteceu a outros antes dele… E, mesmo assim, ainda vamos a ver como será por causa do racismo…

Mas, Caros Leitores, vocês acreditam mesmo que o Presidente dos EUA é de facto quem manda no sistema? Desiludam-se. Neste sistema capitalista-imperialista, e nos EUA em especial, quem manda é quem detém o grande poder económico e, a partir daí, põe e dispõe os governantes do sistema assim como se estes fossem seus executivos. Quem de facto manda, são os patrões do complexo militar-industrial; são os patrões do petróleo; são os patrões da Wall Street e da máfia de colarinho branco; são os patrões da CIA, do FBI e das grandes cadeias de (des)informação. Barack Obama é e será um testa-de-ferro embora com alguma habilidade para o ser. E se assim não for, Barack Obama nem chegará a ser pois, de repente, já terá sido… E olhem que isto não é um mero jogo de palavras.

Agora, acusem-me de ser pessimista. Responderei que não sou é ingénuo e que, como alguém já disse, no nosso tempo “um pessimista, afinal, é um optimista informado”… *

João Dinis
Autarca da CDU – Oliveira do Hospital

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