Pedro Passos Coelho denuncia passivo de empresas públicas e aconselha PSD de Oliveira do Hospital a “sanar feridas antigas”

 

Com um discurso para o país, as primeiras palavras de Pedro Passos Coelho foram, hoje, dirigidas ao PSD de Oliveira do Hospital.

“É muito importante que essas feridas antigas se possam sanar e se possa olhar para um novo horizonte”, afirmou ao final da tarde de hoje o presidente da Comissão Política Nacional do PSD, durante a cerimónia da tomada de posse de Marcelo Nuno na presidência da distrital de Coimbra.

Recebido por um conjunto significativo de militantes que encheu a sala de conferências da Pousada do Convento do Desagravo, em Vila Pouca da Beira, Pedro Passos Coelho disse estar a par da “divisão que ocorreu no PSD de Oliveira do Hospital” e aconselhou os militantes oliveirenses a não “desenterrarem histórias antigas”.

“Quando recordamos histórias antigas, acabamos por tornar a vivê-las”, verificou o líder nacional do PSD, aconselhando os intervenientes na cisão a “reencontrarem-se sem culpas”.

Enquanto líder do maior partido da oposição, Pedro Passos Coelho não tardou em falar ao país que “tem expectativa rápida de mudança de governo”. Demarcando-se de qualquer “responsabilidade directa” do estado a que o país chegou, o líder nacional do PSD apontou o dedo aos 15 anos de governação socialista.

“Temos consciência das dificuldades e de que as políticas seguidas não podem ser repetidas”, afirmou, dando conta da disponibilidade do PSD para um “registo diferente daqui para a frente”.

Foi sobre as empresas públicas que Passos Coelho endureceu as críticas ao governo, por constatar que “entre 2006 e 2009 se registou a duplicação do passivo daquelas empresas, de 16,5 por cento para 34 por cento do PIB e do endividamento bancário, de nove para 18,5 por cento.

Sem conseguir encontrar uma justificação para o aumento daqueles valores, o presidente do PSD entende ser o momento de se saber quais as empresas necessárias ao país e de uma consequente “racionalização do sector público”.

“Numa altura em que o país está a sufocar sem recursos”, Pedro Passos Coelho critica ainda a postura do governo que “faz inaugurações como se andasse em campanha eleitoral”.

Decidido em proporcionar ao país um “governo que não seja mais do mesmo”, o presidente nacional do PSD garantiu que o partido tem uma postura de chamar a si os melhores”.

“Precisamos de envolver aqueles que são essenciais para a execução das nossas políticas”, observou.

“A divisão que ocorreu no PSD de Oliveira do Hospital” foi um dos motivos que levou Marcelo Nuno a agendar a sua tomada de posse no concelho oliveirense.

“Perdemos a Câmara Municipal porque as divergências pessoais se sobrepuseram às nossas responsabilidades”, constatou o novo presidente da distrital do PSD de Coimbra que, hoje, colocou um ponto final “às guerras e recados nos jornais”. “Vamos usar a comunicação social só para dizer o que é útil às pessoas”, avisou Marcelo Nuno, explicando ainda que, a tomada de posse ocorreu em Oliveira do Hospital, porque “o distrito não se esgota em Coimbra” e é necessária uma política de “proximidade com as comissões políticas”.

A suceder Pedro Machado na liderança do PSD de Coimbra, Marcelo Nuno aproveitou ainda a presença de Passos Coelho para clarificar que não é sua intenção ser candidato a uma Câmara Municipal ou a deputado na Assembleia da República. “Há outros melhores que eu”, frisou.

Na presença dos principais rostos do PSD a nível distrital, a presidente da Comissão Política Concelhia de Oliveira do Hospital destacou as capacidades de Marcelo Nuno e apelou à união do partido.

Sem particularizar o concelho de Oliveira do Hospital, Sandra Fidalgo sublinhou a necessidade de apoio para com o tecido empresarial e de equilíbrio entre o litoral e o interior.

Brindando Passos Coelho com uma peça produzida no concelho, a presidente do PSD oliveirense lembrou que “o interior tem de facto muito valor e riqueza que precisa de mostrar e desenvolver”.

Entre os vários autarcas da região e membros das comissões políticas das várias concelhias, destacaram-se as presenças de vários militantes oliveirenses, bem como de eleitos autárquicos pelo movimento de cidadãos independentes.

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