Penalva de Alva: António Brito é o principal visado na carta que Tesoureira e Secretário enviaram à população

Intitulada de “agradecimento”, a carta – colocada em todas as caixas de correio da freguesia – apresenta um balanço muito desfavorável no que respeita ao relacionamento mantido entre os três eleitos pelo PSD, em especial no que se refere à actuação do autarca António Luís de Brito.

Aos penalvenses, Ângela Álvaro e António Morais dão conta da ocorrência de “cenas caricatas e conflitos desnecessários” – agravadas com a inauguração da nova sede da Junta de Freguesia – e não se poupam a atribuir responsabilidades ao actual presidente da Junta, entendido como “o rosto principal” de todas as “situações incríveis” pelas quais tiveram que passar.

Sem quererem “fazer actos de lavagem de roupa suja”, os dois elementos, que nas próximas eleições autárquicas não integram a equipa com que António Brito se recandidata pelo PSD, não deixam de se referir ao caso que colocou a nu o mau relacionamento existente no executivo de Penalva de Alva e que teve o seu ponto alto, por ocasião da mudança de instalações da Junta de Freguesia.

“É impensável numa democracia séria que um presidente da Junta, retire as chaves aos seus dois outros membros sem dar explicações concretas”, referem Ângela Álvaro e António Morais, ao mesmo tempo que explicam que por tal facto se viram impedidos de tomar conhecimento do “regular e normal andamento da gestão autárquica”.

“Por acaso tínhamos cometido algum furto, algum roubo. Falsificámos documentos…ou o presidente desconfiava de nós?”, questionam os ainda membros da Junta de Freguesia que, agora, não se poupam a enumerar um conjunto de actuações alegadamente praticadas – de acordo com a mesma carta – por António Brito.

“Fomos violentados na nossa dignidade…”

Na carta que, por agora, deve repousar em todas as habitações da freguesia, os penalvenses deparam-se com um conjunto de acusações que em nada dignificam o actual autarca e candidato às autárquicas de 11 de Outubro.

Ângela e António destacam a alegada tomada de decisões sem consulta dos restantes membros do executivo e denunciam situações em que, segundo os próprios, nem sequer existiam documentos comprovativos de investimento público em património particular.

“Na Roda, o muro foi pago com dinheiro da caixa proveniente da cobrança da água local”, asseguram, apontando ainda o dedo à “assinatura de contratos” sem o conhecimento da restante equipa e até de contratos “mesmo quando existem propostas de valores inferiores”.

O secretário e a Tesoureira vão ainda mais longe ao denunciarem a “assinatura de transferências de débito sem conhecimento do Tesoureiro”.

A limitação no acesso a actas da Assembleia de Freguesia e a falta de convocatória para a última realizada engrossam a lista de alegadas actuações, que os dois elementos consideram “impensáveis” por parte de um presidente de Junta.

A poucos dias de cessarem funções para as quais foram eleitos, Ângela e António reconhecem que António Brito “teve muito pouco respeito por trabalho em equipa”, insistindo na actuação do “quero, posso e mando”.

Tesoureira e Secretário falam de um clima em que dizem ter sido “violentados” na “dignidade política, pessoal e de cidadãos e “impossibilitados de exercer a dignificação” das sua funções.

Contactado há instantes pelo correiodabeiraserra.com, António Brito disse não estar disposto a responder às “provocações falsas” da carta que – segundo o próprio – ainda não viu, mas já ouviu falar. Aos autores da mesma, o autarca e candidato pelo PSD aconselhou a terem “vergonha na cara e a falarem a verdade”.

 

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