Penalva de Alva: o fim da miragem…

A frase foi proferida, em Junho de 2007, pelo presidente da Junta de Freguesia (JF) de Penalva de Alva, relativamente ao polémico buraco aberto nas proximidades da localidade da Carvalha, com a finalidade de ali se encontrar água, e que finalmente foi tapado.

Como nunca apareceu o mínimo indício da existência do precioso líquido no local, António Brito referiu na altura ao correiodabeiraserra.com que a junta de freguesia a que preside “não gastou ali um tostão partido pelo meio”, já que – conforme esclareceu – foi a câmara municipal “que mandou para lá uma máquina”.

Lamentando o facto de “as coisas terem corrido mal”, num processo onde se gastaram – em vão – vários milhares de euros, o autarca de Penalva de Alva afirmou ainda que a abertura daquela enorme cratera tinha sido “financiada” por fundos comunitários.

A história veio publicada neste diário digital, e um antigo membro da Assembleia de Freguesia de Penalva de Alva, eleito pelo PSD como independente, criticou o facto de aquela autarquia do Vale do Alva ter metido mãos à obra “sem ter feito previamente uma sondagem com uma empresa especializada”. 

O antigo autarca do PSD que, na altura, solicitou o anonimato, chegou mesmo a pedir contas, lançando uma pergunta: “se uma rectro-escavadora anda, no mínimo, a 6 contos à hora, quanto é que custará uma máquina giratória de lagartas mais um camião para se fazer toda aquela movimentação de terras, que dificilmente se fará num mês…”

Entretanto, e depois de ter percebido que, afinal, tudo não passava de uma miragem, a JF de local – conforme revelam as imagens – viu-se obrigada a diligenciar no sentido de mandar tapar a enorme cratera.

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