Incêndio

PJ deteve quatro suspeitos de fogo posto (Mangualde, Mealhada, Pinhel e Guarda) e dois admitem ímpeto incendiário

A Polícia Judiciária ((PJ) deteve nas últimas 24 horas quatro pessoas por suspeitas de fogo posto nos concelhos de Mangualde, Mealhada, Guarda e Pinhel. Dois dos detidos terão confessado a autoria do crime e o desejo de assistir ao combate as chamas ou à destruição que estas provocam.

O trabalhador agrícola de 26 anos admitiu que sente “um certo fascínio” em ver os meios aéreos combater as chamas, pelo que ateou fogo a uma zona de mata com um isqueiro, a 12 de Agosto na Mealhada. Em Alverca da Beira, no concelho de Pinhel, foi detido um agricultor de 54 anos que já fora condenado no passado por actos da mesma natureza e admitiu “não ter conseguido dominar o seu próprio ímpeto incendiário, nem resistido à vontade de assistir ao severo desenvolvimento do mesmo”.

Este suspeito poderá estar por detrás do incêndio de grandes dimensões que consumiu em poucas horas vários hectares de vegetação, mato e pinheiros, assim como uma quinta agrícola, tendo ainda colocado em grave perigo várias casas de habitação.

Um pastor, de 43 anos, foi detido em Mangualde, pela presumível prática de um crime de incêndio florestal, ocorrido no passado sábado dia 13 de Agosto no concelho de Mangualde. Este fogo destruiu uma “área considerável de uma mancha florestal povoada de sobreiros e pinheiros bravos” além de uma casa devoluta, tendo colocado outras em perigo.

O suspeito detido na Guarda, desempregado, terá ateado quatro fogos entre os dias 7 e 13 de Agosto. Segundo a PJ o suspeito de 46 anos evidencia uma “tendência autodestrutiva” e já teria tentado incendiar várias botijas de gás localizadas no exterior de um quiosque da cidade.

Desde o início do ano a Polícia Judiciária já identificou e deteve 34 pessoas pela autoria do crime de incêndio florestal.

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