Emagrecer ou Mudar de vida? Autor: Luís Marques

Planos de treino coloridos, exercícios espetaculares e avaliações periódicas. Autor Luís Marques

As novas tecnologias estão em todas as áreas da nossa sociedade, sendo o desporto uma área em franca expansão. Todo o tipo de desporto merece uma nova modernice de tempos a tempos, algo que incute consumo e em paralelo motivação para o próprio treino. Programas de treino, acessórios de treino e partilha social de todos os processos de treino fidelizam o cliente ao “consumo desportivo”, quer em termos materiais, quer em termos físicos, pois nasce mais um “pseudoatleta”.

Em muitos casos passa-se do 8 para o 80. Pessoas completamente sedentárias, de poucas ou nenhumas vivências desportivas na sua idade juvenil, aderem compulsivamente ao desporto, adquirindo um acessório (basta ter um smartphone) que lhe permite estar em pé de igualdade com os milhares de desportistas que encontra com o mesmo acessório.

Também no contexto do treino orientado, a tecnologia permite retirar o que de mais belo e puro tem a monitorização do exercício físico, a correção “in loco” e o ajuste constante do estímulo, que é o processo de treino.

Acompanho, principalmente, nas redes sociais, a partilha de desportistas e técnicos do exercício físico, planos de treino ultra coloridos, super bem organizados, com a descrição ordenada dos exercícios, metodologias aplicadas e dados da última avaliação. Sou muito sincero, parece-me muito útil este tipo de ferramenta, mas assenta na base da minha introdução, ou seja, mais uma modernice que pretende o consumo e fidelização do cliente, pois o essencial pode estar a ser desvirtualizado.

O plano de treino pode ser em pdf, excel, word, no email, no correio, escrito à mão, a cores, a lápis, numa folha, etc etc…desde que seja bom, adequado ao cliente e que tenha um acompanhamento e ajuste constante, uma vez que o treino não é uma receita que perdura nos tempos!!!!

Os exercícios espetaculares que o youtube fornece, as imagens que as revistas de temáticas desportivas fornecem, ou mesmo os exercícios que o primo da França ensina, fazem do plano de treino algo que requer um esforço “dantesco” para o realizar. Não será mais fácil algo mais fácil, de melhor execução, melhor entendimento e que permita sucesso ao praticante?

As avaliações periódicas são outra área que me levanta dúvidas, pois o que está em causa são valores altamente permeáveis pelos hábitos da pessoa, e que nem sempre correspondem a um estilo de vida saudável. Reconhecendo a importância que as avaliações têm no praticante/desportista, a minha visão e intervenção incidem em incutir autoavaliação constante, ou seja, o que ontem era difícil hoje já é fácil e necessita de reajuste. As avaliações têm de ser de desempenho, pois só assim se consegue aferir se o processo de treino teve e está a ter efeito.

Recentemente, e tentando fidelizar mais um cliente, utilizei o termo comprometimento. É fundamental criar uma base de comprometimento entre o praticante/cliente e o técnico que se predispõe a orientar o processo de estímulo constante, o treino. É necessário o feed-back constante do processo, o mais complexo que necessite de ser reajustado, como o mais simples que precise de ser reajustado……………..sempre! Claro está que este processo é muito mais fácil num contexto de PT (personal trainer), em que o reajuste é efetuado no momento, o desafio é constante. O treino é monitorizado segundo uma planificação de sessão e reajustado, corrigido e avaliado no momento, proporcionando ao técnico a possibilidade de desafiar constantemente o seu cliente.

Conclusão, pode-se recorrer a um cem número de opções para enriquecer o processo de treino, desde que o essencial nunca seja desvirtualizado, desde que o trabalho seja efetuado numa base objetiva e bem delineada, proporcionando um caminho gradual, monitorizado e de superação constante, para que o sucesso seja a motivação da realização do exercício físico.

Luís MarquesAutor: Luís Marques.

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