Plataforma reforça intervenção social em Oliveira do Hospital (Com vídeo)

A Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, IPSS, Centro de Saúde e Segurança Social acabam de renovar o protocolo de compromisso em torno da Plataforma de Atendimento e Acompanhamento Social Integrado. “O momento em que vivemos” justifica a medida.

O município de Oliveira do Hospital não se desvia da sua política social. Na última sexta-feira juntou todas as entidades com responsabilidade social para renovar o compromisso em torno da Plataforma de Atendimento e Acompanhamento Social Integrado (PAASI) que, desde a extinção do Contrato Local de Desenvolvimento Social, se encontrava “um pouco a descoberto”.

“Temos que assinar um novo protocolo de compromisso envolvendo todas as entidades”, afirmou o vice-presidente da Câmara Municipal e vereador de Ação Social, explicando que até aqui o dispositivo se encontrava aguardar a a provação do CLDS + para lhe dar continuidade, mas visto que tal desejo tarda em se concretizar, era chegada a hora de dar ‘novo gás’ à designada PAASI, já reconhecida a nível nacional e europeu como “manifesta boa prática”. “Justifica-se à luz dos resultados positivos e do momento que vivemos”, continuou José Francisco Rolo, falando da necessidade de se “aprofundar relações e renovar os laços deste compromisso”.

Com a renovação dos protocolos com as 19 IPSS do concelho, Centro de Saúde e Segurança Social, o município pretende reforçar a intervenção social numa altura em que, apesar de ser visto como um dos melhores concelhos para viver, não está em condições de ignorar os males a que estão sujeitos todos os portugueses e dos quais os oliveirenses não se conseguem alhear.

“Não somos imunes à crise e às medidas de austeridade”, frisou José Francisco Rolo que apesar de satisfeito por o concelho ter uma taxa de desemprego (8,5 por cento) inferior à média nacional (17 por cento) muito por força do programa AtivoSociais, alerta para o facto de somar por esta altura 1137 desempregados, dos quais 44 por cento são de longa duração e 150 inscritos têm formação superior, assistindo-se ao “preocupante crescimento do desemprego jovem” . Razões que motivaram o AtivoSociais e que justificam o reforço da intervenção social, pese embora o corte previsto de 500 mil euros nas receitas municipais. “Vamos manter as pessoas como primeira prioridade”, tranquilizou o responsável, informando que o município centrará atenções maiores no apoio social e no combate ao desemprego.

Sobreendividamento das famílias, perda ou falta de salubridade nas habitações e isolamento dos idosos são outros dos problemas que vão estar na mira da PAASI que, através de um trabalho em rede, aproxima os serviços e as respostas de ação social das pessoas e facilita a resolução dos problemas.

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