Polémica na ESTGOH deixa finalistas de Civil à espera de resultados dos exames

A polémica volta a estar instalada no seio da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Oliveira do Hospital (ESTGOH). Teixeira Gomes, docente do curso de Engenharia Civil desde 2008 recusa-se a lançar as notas dos exames feitos em setembro alegando irregularidades na sua contratação.

Deveriam ter conhecimento do resultado dos exames no final do mês de setembro, mas os sete alunos finalistas do curso de Engenharia Civil continuam por esta altura sem saber se necessitam ou não de repetir as provas para concluírem a licenciatura.

Assim acontece porque o docente responsável pelas disciplinas em causa  se recusa a entregar as provas e a lançar as notas até que a sua situação profissional seja regularizada.

Ao serviço da ESTGOH desde 2008 na condição de professor adjunto, Teixeira Gomes foi surpreendido no passado mês de julho com a não renovação do seu contrato de trabalho – “tinha-me sido prometida transferência para o ISEC”, contou – tendo contudo respondido afirmativamente ao pedido que lhe foi dirigido pelo presidente da ESTGOH para proceder à realização dos exames de setembro e outubro com a convicção de que, para o efeito, seria recontratado.

Uma situação que o docente não veio a verificar, tendo sido informado pelo presidente da Escola que o seu trabalho seria pago em jeito de “prestação de serviços”. “Se até 31 de julho fui professor adjunto e foi eleito presidente do departamento de ciência e tecnologia da ESTGOH não posso admitir esta situação ao arquiteto Carlos Veiga”, afirmou o docente ao correiodabeiraserra.com, notando que o não lançamento das notas dos exames foi a forma que encontrou para poder pressionar a ESTGOH e o IPC a proceder à sua recontratação e ao pagamento dos salários devidos enquanto professor adjunto e não como “prestador de serviços”.

Fazendo questão de tranquilizar os alunos com a certeza de que os exames “não estão desaparecidos” – “estão em minha casa”, frisou – Teixeira Gomes remete para o presidente da ESTGOH a responsabilidade no que respeita ao atraso verificado no lançamento das notas. É que, segundo Teixeira Gomes, para além de Carlos Veiga não manifestar interesse em resolver este problema com o docente, ainda o estará a incitar a um comportamento ilegal.

“Como já não sou professor adjunto não posso lançar as notas, então o arquiteto Carlos Veiga queria que eu desse as notas a outro colega que pode assinar”, denuncia o docente de Engenharia Civil que, por esta altura, se mostra satisfeito por saber que o presidente da ESTGOH recorreu à via judicial para a resolução do caso. “Em vez de me pagar, anda a pagar aos advogados para me pressionar a entregar os pontos, mas terei todo o gosto em ir Tribunal, para que lhe seja dada uma descasca”.

Neste processo que opõe o docente e o presidente da ESTGOH, Teixeira Gomes garante ter o apoio e solidariedade dos alunos envolvidos, bem como dos colegas docentes. “Os alunos continuam-me a ligar e a contar comigo para a tirar dúvidas, porque o presidente da ESTGOH apesar de ter prometido nunca arranjou um professor para tirar as dúvidas dos alunos”, registou o docente, notando que do mesmo modo tem contado com o apoio dos professores que, “em nenhum momento acederiam a assinar as notas dos exames”. “Alunos e professores compreendem as minhas motivações”, referiu.

Num processo que terá envolvido a constante troca de e-mails entre docente e presidente da ESTGOH, Teixeira Gomes assegura nunca ter deixado o presidente do IPC à margem da situação. “Tudo o que enviei foi com conhecimento do Dr. Rui Antunes”, referiu lamentando que só depois de saídas duas notícias num jornal regional sobre o caso, o presidente do IPC, que se encontra no estrangeiro, tenha decidido contactá-lo no sentido da boa resolução da situação.

Contactado pelo correiodabeiraserra.com, o presidente da ESTGOH, Carlos Veiga, recusou-se a prestar declarações sobre o caso, informando apenas que o assunto entrou nos serviços de contencioso, por forma a garantir que os direitos dos alunos sejam acautelados.

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  • Carlos Cunha

    É uma situação insustentável. Esse senhor (o director da ESTGOH) é uma pessoa sem caráter e com um perfil de quem quer pode e manda.

  • Olha quem!!!!

    Antes de comentarem ou formarem opinião sobre as Pessoas, procurem saber qual o verdadeiro motivo deste Professor vir para a imprensa divulgar o caso. Será que tem razão? será que mais uma vez não sofreu pressões oriundas da capital do Distrito para tentar acabar com a imagem ESTGOH?
    Não se esqueçam dos alunos, lancem as notas, pois alguns podem ter o futuro hipotecado por tanta espera!!

    Cumprimentos

  • A ESTGOH

    É lamentável que a novela Estgoh continue, uma escola onde nunca um professor foi contratado por concurso público

    • A ESTGOH

      ewew