Polícia Judiciária e Fundação confirmam investigação na FAAD, em Oliveira do Hospital, mas PJ não revela o que está em causa

A Polícia Judiciária está a investigar a Fundação Aurélio Amaro Dinis (FAAD), em Oliveira do Hospital onde ontem realizou buscas, mas um elemento policial não considerou oportuno revelar o que está em causa. O Conselho de Administração, liderado por Álvaro Herdade, também confirmou esta operação levada a cabo por elementos da Directoria de Coimbra da PJ noticiada ontem pelo CBS.

O Conselho de Administração referiu, em comunicado, que a operação foi efectuada “no âmbito de denúncias anónimas efectuadas nos anos de 2015 e 2016, as quais deram origem aos processos que correm os seus termos no DIAP de Coimbra”. O comunicado revela ainda que o Conselho de administração “prestou todos os esclarecimentos que lhe foram solicitados” e continuará disponível para prestar à justiça toda a colaboração e informação que lhe for pedida no normal desenrolar dos processos”.

A escolha do presidente desta instituição particular de solidariedade social (IPSS) de Oliveira do Hospital, por indicação testamentária expressa pelo patrono, é da responsabilidade do presidente da Câmara. E em Junho, José Carlos Alexandrino reconduziu Álvaro Herdade para um terceiro mandato na presidência da Fundação Aurélio Amaro Dinis.

Há um ano, na sequência do grande incêndio de 15 de Outubro, e devido à falta de médicos, as urgências do Centro de Saúde de Oliveira do Hospital foram assumidas em parte pela FAAD, que passou a assegurar esse serviço às populações à noite, fins-de-semana e feriados. Esta solução foi anunciada em 31 de Outubro de 2017, coincidindo com uma visita ao concelho do então ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes.

Em Janeiro de 2016, a fundação dirigida por Álvaro Herdade, médico do Centro de Saúde, iniciou a prestação de um serviço de saúde nas zonas remotas do concelho, recorrendo a uma viatura com dois consultórios e equipamento de diagnóstico e terapêutica. A equipa da Unidade Móvel de Saúde integra dois enfermeiros, operando ao abrigo de um protocolo entre a Câmara Municipal e FAAD, proprietária de um hospital e que presta localmente serviços de saúde e de apoio à infância e terceira idade saúde. Em Setembro, a mesma unidade móvel começou a prestar também um serviço público de leitura às populações, um projecto intitulado “Biblioteca no Largo” que a Câmara promove através das bibliotecas públicas municipais.

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