População quer livrar-se de entulho que ocupa lugar público há mais de três anos

A insatisfação é geral e já se arrasta há muito tempo. Os habitantes de Felgueira Velha, na freguesia de Seixo da Beira, não aceitam que ninguém faça nada em relação ao entulho que foi ficando em frente a uma moradia – pertença de familiares do presidente da Junta de Freguesia de Santa Ovaia, como asseguram – que vem sendo recuperada à beira da EN 230, que liga ao vizinho concelho de Nelas.

Para além de o degradante cenário ser visível a quem quer que passe naquela via, ficando com uma má imagem da localidade, o entulho está também a ocupar um lugar público, usado até então para o cepo de Natal.

“Era um sítio de convívio para a população”, referiu João Paulo Dinis ao correiodabeiraserra.com, sublinhando que habitualmente as pessoas se juntavam naquele local onde existe uma fonte, uma mesa e dois bancos de pedra. E era, para além disso, um ponto de paragem e até de viragem para os condutores que atravessam a Felgueira Velha.

Dando voz à insatisfação geral da população, o morador vizinho ao local onde está depositado o entulho, lamenta que a situação se arraste há muito tempo, levando a que o espaço dê ares de “total abandono”.

“Isto é tudo de qualquer maneira”, verificou, apontando também o dedo a uma máquina de apoio à construção que se encontra no local – segundo disse – “há mais tempo que o entulho”.

A insatisfação dos populares já chegou ao conhecimento do presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital que, na semana passada, foi confrontado por alguns moradores em pleno edifício camarário. A indicação dada foi de que o problema seria resolvido, mas a população confessa-se “cansada de esperar”.

Quem também se associa à luta da população de Felgueira Velha é o presidente da Junta de Freguesia de Seixo da Beira que, também se vê impossibilitado de dar “maior dignidade” ao espaço.

Clarificando que “as pessoas que adquirem e recuperam casas são bem-vindas na freguesia”, António Inácio verificou também que, no caso em concreto, “já foram ultrapassados todos os limites”.

Sem colocar em questão a existência de uma licença de ocupação da via pública – “parto do princípio que exista licenciamento”, referiu – o autarca é de opinião que o local já deveria estar desocupado, especialmente por aquela situação estar sob a alçada de pessoas que, tal como ele enquanto autarca, têm responsabilidades ao nível de freguesia.

Envolvido no assunto “para ajudar e não para complicar”, António Inácio assegura estar sempre ao lado dos populares “neste caso e noutros do género”.

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