Porco e enchidos atraíram milhares de forasteiros à Lage Grande de Meruge

… Lage Grande da freguesia. Com dificuldade em quantificar o número de pessoas que participaram na sexta edição do certame, o presidente da Junta de Freguesia, João Abreu, fez um balanço “extremamente positivo” da iniciativa considerando-a como “a melhor de sempre”.

Em “terra de porqueiros”, o porco e os enchidos foram sem dúvida os reis do certame onde mais uma vez o grupo Viv’Arte, a música, a gastronomia, a doçaria, o artesanato, a corrida de carroças e os leitões voltaram a marcar pontos.

No acesso à Lage Grande os visitantes faziam fila e obrigavam-se a abrir caminho para poder circular no terreiro que serve de cenário ao certame. De ano para ano é cada vez mais visível a insuficiência daquele espaço para acolher os milhares de visitantes, mas a deslocalização do evento para outro local não faz parte dos planos da organização. João Abreu pondera antes alargar a iniciativa a algumas artérias da localidade adjacentes à Lage Grande já no próximo ano. “Este ano tivemos que fechar as inscrições por falta de espaço”, contou ao correiodabeiraserra.com, destacando a imponência da Lage Grande e de como o cenário natural “joga bem” com as recriações do grupo Viv’Arte e outros grupos convidados.

“A freguesia chegou a ter 70 comerciantes de carne e actualmente há cerca de uma dúzia”

Com realização garantida para os próximos anos, a Feira do Porco e do Enchido foi pensada com o objectivo de promover a excelência dos enchidos produzidos na freguesia, numa altura em que a actividade ligada ao comércio da carne e enchidos dava sinais de decadência.

“A freguesia chegou a ter 70 comerciantes de carne e actualmente há cerca de uma dúzia”, referiu o presidente da autarquia, sublinhando que o certame que desde há seis anos se realiza por esta altura na conhecida “terra dos porqueiros” visa “projectar os enchidos e homenagear os comerciantes de carne que fizeram esta freguesia”.

A este jornal digital, Abreu localizou o certame num plano integrado dinamizado pela Junta de Freguesia e que começou com o arranque da Escola Oficina de Fumeiros, a empresa de inserção social e o licenciamento da produção de enchidos.

“Havia necessidade de um evento que projectasse os enchidos e a freguesia”, acrescentou o autarca, notando que alguns jovens já despertaram para a actividade, destacando-se a criação de salsicharias artesanais. “Alguns jovens já perceberam e chegaram à conclusão de que a actividade é rentável”, constatou.

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