Poupar água é o novo desafio lançado aos oliveirenses

 

… põe em prática plano de contenção em matéria de rega de espaços públicos.

A redução drástica dos caudais dos rios, decorrente do período de seca que em face da ausência de precipitação tende a assumir contornos mais severos, está a preocupar a Câmara Municipal de Oliveira do Hospital.

Ainda que, até ao momento, esteja assegurado o abastecimento de água em “qualidade e quantidade”, não havendo qualquer registo de falta de água no concelho, o executivo municipal decidiu colocar em marcha um plano de apelo à poupança no consumo de água dirigido aos oliveirenses e também aplicável ao domínio público.

“Neste dia mundial da água queremos apelar a que haja poupança no consumo, porque caminhamos para uma situação de seca extrema em todo o território nacional”, afirmou há instantes o vice-presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital.

A participar num conjunto de iniciativas, organizado pela Cooperativa de Agricultores de Alvôco de Várzeas, destinado a comemorar a efeméride e que incluiu a visita à ETAR da freguesia, José Francisco Rolo adiantou que o município está a preparar “uma grande campanha” que acaba por ter um duplo sentido de poupança.

É que para além de os oliveirenses pouparem um bem que, nesta altura do ano, já começa a ser considerado “escasso”, estão num momento de grandes dificuldades económicas a reduzir a fatura da água.

“É do interesse de todos que haja poupança de água”, continuou, sublinhando a missão social do município que compra o metro cúbico de água à Águas do Zêzere e Côa (AZC) por 0,62 Euros e não faz repercutir esse valor junto do consumidor. “Assume o custo social da água distribuindo-a mais barata”, reforçou.

Ao mesmo tempo que apela à poupança do consumo junto dos consumidores, José Francisco Rolo dá igualmente como certa a adoção de medidas semelhantes por parte dos serviços municipais. Referiu, em concreto, as regas de espaços públicos, defendendo o uso de métodos de reutilização de água, dando o exemplo do Parque do Mandanelho, onde é possível utilizar a água de lagos e nascentes para a rega do próprio Parque.

Do mesmo modo, Rolo chega a equacionar a substituição de algumas zonas de relvados por espécies autóctones, mais resistentes ao calor e a uma situação de escassez de água.

Até agora, garante o vice-presidente, ainda não houve registo de situação de falta de água. Recordou que, em tempos idos, as freguesias localizadas mais a norte do concelho eram as que mais problemas sofriam nesta matéria, mas viram a situação melhorada desde que entrou em vigor o abastecimento de água por via da Srª do Desterro.

Pese embora a inexistência de problemas de falta de água, José Francisco Rolo lembra que tal não implica que os oliveirenses não se envolvam num “compromisso coletivo de redução de consumos”.

ETAR é “andar modelo” da AZC

De visita à ETAR de Alvôco de Várzeas que entrou em funcionamento há cerca de um mês, José Francisco Rolo não deixou de apreciar o trabalho feito, comparando-o até ao “andar modelo” da Águas do Zêzere e Côa em termos de equipamento de ponta.

“Inclui tratamento terciário com garantia de impactos mínimos no ecossistema”, pormenorizou o vice-presidente que, apesar de não descurar a importância que o movimento de contestação teve na melhoria do equipamento, verificou que a obra é resultado da “capacidade negocial” do presidente da Câmara Municipal junto da AZC para que “se materializasse este equipamento com estas características e esta qualidade”.

Rolo clarificou que atual ETAR resulta da solução defendida pela Câmara e não daquilo que era a pretensão do “Movimento Salvem Alvôco de Várzeas” de deslocalização para a Regada.

Ao fim de um mês de funcionamento, a ETAR da freguesia já recebeu 997 metros cúbicos de efluentes, registando-se uma média de entrada de 2.6 metros cúbicos por hora. Uma obra que enche de orgulho o presidente da Junta de Freguesia de Alvôco de Várzeas, Agostinho Marques, que desde o início do seu mandato lutou para que a ETAR fosse uma realidade.

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