Praga de ratos obriga CM de Oliveira do Hospital a reforço de medidas

As colónias de ratos têm vindo a aumentar nos municípios devastados pelos incêndios de 2017, como Oliveira do Hospital, o que obrigou as autarquias a reforçar nas últimas semanas as medidas para as combater. A morte dos seus predadores naturais no fogo, como as cobras, aves de rapina e outros, é a causa principal deste problema, uma vez que os ratos conseguiram sobreviver escavando buracos profundos.

Para combater a praga, a autarquia aumentou “a vigilância e a monitorização” dos edifícios públicos, tendo sido igualmente redobrados os trabalhos de desratização, através das empresas especializadas que há vários anos asseguram esses serviços ao município. Foram ainda reforçadas “as operações de manutenção e inspecção da rede de saneamento e águas pluviais”, com apoio de equipas no terreno.

A proliferação de ratos “tem origem no desequilíbrio dos ecossistemas”, disse hoje uma fonte do gabinete do presidente da Câmara de Oliveira do Hospital, José Carlos Alexandrino. “É um problema transversal aos concelhos afectados pelos incêndios”, sublinha, adiantando que a causa está relacionada com o “desaparecimento dos predadores naturais, como cobras, raposas e aves de rapina”, entre outros.

Os incêndios que eclodiram a 15 de Outubro de 2017 devastaram extensas áreas de floresta e mataram milhares de animais domésticos e selvagens. Entre a população, no fogo de Outubro perderam a vida 50 pessoas e cerca de 70 ficaram feridas.

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