Praia fluvial de Avô é a única adequada à prática balnear

…em Diário da República (DR). Com a designação de Praia de Banhos Fluviais Designada, a praia fluvial de Avô integra um conjunto de 52 congéneres que, de acordo com os ministérios da Defesa e do Ambiente apresentam as características adequadas para a prática balnear.

Apesar desta publicação – efectuada há exactamente um mês – em DR, o site da Comissão de Coordenação de Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC) continua a disponibilizar uma lista de Águas Designadas da qual fazem parte as praias fluviais de Avô e Alvôco de Várzeas, cujas águas têm sido alvo de análises periódicas.

Note-se que no ano passado, o laboratório da CCDRC apenas procedia à análise das águas de Alvôco de Várzeas que – à semelhança do que também aconteceu em 2006 – apresentava água de qualidade. Este ano, a monitorização está a recair em ambas as praias e as análises periódicas a confirmam a “boa” qualidade da água de Alvôco e classificam de “aceitável”a água de Avô.

Tomando por base o resultado das análises, facilmente se constata que o factor “qualidade de água” não foi o que mais pesou na decisão de apenas Avô integrar a lista de praias designadas. “No parecer final, houve outros factores considerados negativos que não o da saúde”, referiu ao correiodabeiraserra.com, a delegada de Saúde do município de Oliveira do Hospital, Guiomar Sarmento, garantindo no entanto que o parecer emitido pela equipa que a acompanha foi positivo para ambos os casos. Na opinião desta especialista em Saúde Pública, quer em Avô, quer em Alvôco de Várzeas corre água de qualidade, mas – como explicou – as entidades responsáveis pela classificação final têm em conta outros aspectos como o espaço envolvente, a qualidade da areia, a existência de infra-estruturas de apoio, entre outros factores.

Qualidade das infra-estruturas terá sido decisiva

Quem acabou por ser surpreendido com a informação de que apenas Avô consta da lista oficial, foi o presidente da Junta de Freguesia de Alvôco de Várzeas que preferiu não avançar com comentários sobre o assunto.

Ao correiodabeiraserra.com, Luís Sousa não deixou contudo de se revelar satisfeito com o facto de Alvôco de Várzeas continuar a apresentar água de boa qualidade. Já no que respeita a infra-estruturas de apoio, Sousa chegou a considerar que em Avô “talvez sejam melhores” ou “sejam vistas de outra forma”.

“Aqui é tudo mais ao natural”, acrescentou, reiterando que “o importante é haver boa qualidade”. Segundo contou, a praia tem vindo a ser cada vez mais procurada pelos banhistas e é esperada uma maior frequência com a chegada do mês de Agosto, altura em que – segundo disse – vão poder contar com a presença de um vigilantes.

Luís Sousa remeteu-se contudo ao silêncio quando questionado sobre uma possível candidatura à Bandeira Azul, notando apenas “que há sempre a intenção de se fazer o melhor, mas nem sempre é possível”.

A par do conteúdo da lista publicada em DR, o autarca de Avô não escondeu a satisfação pela classificação de praia designada, associando-a ao facto de a praia fluvial ter beneficiado de melhorias físicas. “Não sei em que é que se basearam, mas julgo que está aqui uma praia onde as pessoas se sentem bem”, referiu ao correiodabeiraserra.com Aristides Costa, contando que é frequente receber elogios por parte de quem visita o local. “Dizem que é difícil encontrar um local tão aprazível”, frisou.

Apesar das boas infra-estruturas e da água aceitável, o autarca de Avô não deixa de se revelar apreensivo por aquela zona balnear – já bastante frequentada nesta altura do ano – não dispor de um vigilante. “O problema é que não há pessoas interessadas em fazer isso”, sustentou Aristides Costa, sublinhando que “ninguém” se inscreveu no curso promovido pela Câmara para a formação de nadadores salvadores.

Também abordado por este diário digital sobre uma possível candidatura à Bandeira Azul, o autarca revelou-se interessado em contactar a Câmara com vista a poder avançar com esse procedimento.

Obras privam penalvenses de usufruir da praia fluvial

 

Num período em que as elevadas temperaturas convidam a dar um mergulho no rio, a população de Penalva de Alva está privada de o fazer. As obras de construção de um muro nas imediações do areal obrigaram ao desvio da água e a paisagem é pouco convidativa a permanecer no local. Na localidade são por demais as vozes de descontentamento e nas conversas em grupo não se fala de outra coisa.

“O que nos haviam de ter feito nesta altura do ano”, disse um habitante local ao correiodabeiraserra.com, considerando que as obras deveriam ser realizadas no Outono, altura em que “corre menos água e há menos gente a frequentar a praia fluvial”.

Outras vozes levantam-se contra a própria obra, por a considerarem “desnecessária”, com a agravante de “reduzir o leito do rio”. Os populares chegam a considerar que se “está a gastar dinheiro mal gasto”.

Contactado pelo correiodabeiraserra.com para explicar o fundamento da obra que está a ser executada, o presidente da Junta de Freguesia apenas disse que está a ser feito um muro, sem que tivesse dado conta da sua funcionalidade futura. “Um muro é um muro e eu não quero falar mais nada porque esse jornal é muito crítico. Bom dia!”, sustentou António Brito pondo fim ao contacto.

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