Preço da água sobe em Oliveira do Hospital a partir de 1 de março

A atualização tarifária verifica-se, essencialmente, ao nível do primeiro escalão – até cinco metros cúbicos de água – com o preço do metro cúbico de água a passar de 0,53 para 0,75 Euros. Para os munícipes abrangidos por aquele escalão, cerca de oito mil, o aumento da fatura deverá oscilar entre 1,49 e os 3,56 Euros.

Por várias vezes anunciada, a subida do preço do abastecimento público de água em Oliveira do Hospital acabou por se consumar. A medida consta de edital publicado pela Câmara Municipal e já levou o próprio presidente da Câmara a “escrever” aos munícipes, recorrendo ao verso da fatura da água para prestar informação ao consumidor. Em causa está uma atualização do tarifário de água, com efeito a partir do próximo dia 1 de março, com mexidas, sobretudo, ao nível do 1º escalão que vê reduzido o número de metros cúbicos de sete para cinco e aumentado o valor a pagar por cada um, passando dos atuais 0,53 Euros, para 0, 75 Euros.

Aos consumidores não domésticos, instituições e empresas será aplicada uma taxa de 0,80 por m3, sendo a mesma inferior ao valor do 2º escalão do consumo doméstico (6- 15 m3, com custo de 0,94 Euros).

Na atualização do tarifário, o município levou em conta a situação de crise económica , criando para o efeito um mecanismo de proteção das famílias carenciadas e numerosas, socorrendo-se de um tarifário social cujo preço de m3 de água no 1º escalão (0 a 15 m3) é de 0,75 Euros.

“Tentámos penalizar o menos possível os nossos consumidores”, referiu o presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital ao correiodabeiraserra.com, garantindo que de acordo com o estudo feito, o aumento que será sentido por mais de 50 por cento dos consumidores oscilará entre 1,49 e os 3,56 Euros.

Desta forma o município pretende reduzir o défice de 1,4 milhões de Euros que decorre dos serviços de abastecimento de água e saneamento básico contratualizados junto da Águas do Zêzere e Côa. “Esperamos recuperar à volta de 400 mil Euros”, explicou José Carlos Alexandrino, que conta pôr em prática outras medidas com o objetivo de recuperar cerca de 500 mil Euros. Para o efeito, o autarca oliveirense conta com os estudos feitos por uma equipa multidisciplinar a funcionar no seio da autarquia, com o objetivo de estudar medidas conducentes à redução do défice por via da diminuição de perdas e desperdícios nas redes de água e saneamento.

Assim para além da subida do tarifário de abastecimento de água e de uma “ligeira subida” no saneamento que passa a dispor de tarifário fixo e de tarifário variável ajustado ao volume de água consumida, a autarquia vai colocar contadores em espaços que até aqui gozavam de consumo livre de água e sem adequado controlo dos gastos. “Vamos colocar 440 contadores em todos os espaços, independentemente de isentarmos ou não alguns, ou de optaremos pelo pagamento de metade da fatura”, informou o autarca. “Nao faz sentido que o tribunal e a PT, por exemplo não tenham contador”, frisou, notando porém que também não é intenção da autarquia “faturar a águas aos Bombeiros Voluntários”, mas antes saber “quanto é que gastam, fornecer-lhes uma tabela e dizer que daquele valor para cima, devem pagar”.

Na tarefa de reduzir o défice tarifário, a autarquia oliveirense pondera também recorrer a água não tratada para a rega dos jardins públicos. “Custa-nos um dinheirão”, referiu José Carlos Alexandrino, anunciando estar em curso um estudo para montagem de um sistema de rega alternativo.
Ao mesmo tempo que pretende reduzir a fatura da água, o município quer também baixar os encargos com o saneamento básico que, nesta altura do ano, atingem o valor máximo, devido à entrada de águas pluviais na rede. “A ideia é fazer o desvio das águas pluviais”, explicou o autarca a este diário digital.

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