“Prefiro ser enganado por um cigano, do que comprar numa loja do Pingo Doce”

Em reunião da Assembleia Municipal, realizada na passada sexta-feira, o eleito da CDU manifestou-se contra a impossibilidade de “regatear o preço” – o Projecto de Regulamento de Funcionamento das Feiras Municipais obriga os feirantes a exibir os preços em dígitos de “forma visível, inequívoca, fácil e perfeitamente legível, através de letreiros, etiquetas ou listas” – chegando até a referir que prefere ser “enganado por um cigano do, que comprar numa loja do Pingo Doce”.

“Prefiro ser enganado por um marroquino do que ir comprar na ZARA”, insistiu João Dinis, manifestando-se apologista da discussão de valores entre o feirante e o cliente. O eleito pela CDU apresentou até a sua “consternação” por não o deixarem “regatear numa feira”. Surgiu a discussão, a propósito da aprovação do novo Regulamento de Funcionamento das Feiras Municipais que, entre outras coisas, dita a realização bimensal da Feira de Oliveira do Hospital, mantendo-se a actual e surgindo uma segunda no último domingo de cada mês.

Aprovado com uma abstenção, o regulamento mereceu ainda alguns reparos no que respeita à sua redacção e aplicação. O deputado socialista Carlos Mendes perguntou a Mário Alves se foi ouvida a opinião dos comerciantes locais sobre a realização de uma segunda feira.

O presidente do município informou que o documento esteve 30 dias úteis em discussão pública, possibilitando a qualquer cidadão “fazer achegas a esta situação”. “Não recebemos absolutamente nenhuma”, contou o autarca.

“A falta de uma feira de gado é mais uma machadada…”

 

O uso do recinto da feira para a realização de outros eventos, como foi exemplo o campeonato Nacional e Europeu de Enduro, foi outro dos assuntos em análise. Partiu de João Dinis a ideia de se avançar com a realização de uma feira de gado. É que no entender do eleito da CDU “a falta de uma feira de gado é mais uma machadada na feira de Oliveira do Hospital”.

A proposta do autarca de Vila Franca da Beira não foi, de todo, desvalorizada por Mário Alves que referiu que “se amanhã se justificar uma feira de gado”, terá que ser criado um espaço “só com essa finalidade e não introduzi-la naquele espaço”.

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