Presidente da Assembleia Municipal faltou às comemorações do 25 de abril em Oliveira do Hospital

António Lopes surpreendeu esta manhã ao não comparecer à sessão solene comemorativas dos 40 anos do 25 de abril em Oliveira do Hospital. Presidente da Câmara diz que presidente da Assembleia não lhe deve “satisfações”.

É evidente o mal estar entre o presidente da Assembleia Municipal de Oliveira do Hospital e o executivo municipal. Esta manhã, António Lopes optou mesmo por não comparecer nas comemorações dos 40 anos do 25 de abril, acabando por ser a sua ausência a mais notada no decorrer da sessão solene que teve lugar no Salão Nobre da Câmara Municipal.

Na sessão que foi conduzida por Carlos Mendes, primeiro secretário da mesa da Assembleia em face da “inesperada ausência” de António Lopes, o assunto não chegou a ser abordado por nenhum dos representantes dos partidos que ali usaram da palavra. Nem tão pouco a sua ausência foi justificada pelo mesmo e muito menos pelo próprio presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital. “O senhor presidente da Assembleia não me comunicou nada, nem tem que me dar satisfações das suas ausências”, acabou por referir no final da sessão, quando interpelado pelo correiodabeiraserra.com, notando tratar-se de uma “opção dele”. “Não sei se foi por razões de doença, ou outras… isso tem que lhe perguntar a ele”, disse ainda o presidente da Câmara, escusando-se a tecer mais comentários sobre a ausência daquele que foi o seu principal companheiro de luta nas autárquicas de 2009 e 2013.

Para Luís Lagos, deputado do CDS-PP na Assembleia Municipal “é obviamente um sinal político de profunda divergência com esta Câmara Municipal e com o estado a que isto chegou”. “Amanhã teremos oportunidade de esclarecer os motivos profundos e divergência sobre o estado a que isto chegou”, continuou o deputado, confirmando a apresentação, conjuntamente com o PSD, da moção de confiança a António Lopes na reunião da Assembleia Municipal que se realiza manhã, pelas 09h00. Uma moção que “não é de apoio” a António Lopes, mas que é “solidária com o espírito” pelo qual o presidente foi efeito, nomeadamente o espírito “suprapartidário”. “Se amanhã houver uma desconfiança do PS em relação ao senhor António Lopes, o que fica em causa é o caráter independente com que as listas do PS se apresentaram nas últimas eleições e, que levaram muita gente a votar no PS. É a partidarização do poder em Oliveira do Hospital”, comentou ainda.

“Apanhado de surpresa”, João Dinis disse desconhecer os motivos da ausência de António Lopes. Mas colocando de parte o surgimento de “algum impedimento de última hora ou de doença”, está certo de que António Lopes “não veio porque não quis”. “E porque é que não quis? Só ele poderá responder. Ele tem sido um bom presidente e fazemos votos de que se há algum problema político que possa prejudicar o nosso município que se resolva, antes que haja maiores prejuízos para o município e população que já tem problemas que chegue”, considerou.

“Não querendo ser injusta sobre o assunto, parece-me que o mal estar é mais do que evidente e que houve aqui uma dessintonia total entre o atual presidente da Câmara e um dos seus principais apoiantes”, disse, por sua vez, a vereadora do PSD e representante do partido na sessão comemorativa do 25 de abril. Cristina Oliveira disse querer saber “as razões mais aprofundadamente”, até porque “ficou muito por dizer sobre o que aconteceu na célebre Assembleia e conferência que ficou por fazer”.

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