O presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital admite hoje a possibilidade de o novo espaço da feira mensal poder vir a ser utilizado duas vezes por mês. Em declarações ao Diário As Beiras, Mário Alves dá conta de que essa pretensão foi transmitida à autarquia por alguns feirantes e que merecerá a atenção da Câmara Municipal.

Presidente da Câmara admite a possibilidade de duas feiras quinzenais

Imagem vazia padrão"Estamos a equacionar essa possibilidade, é uma questão que nunca se analisou, não está subjacente a esta obra, mas será analisada a seu tempo", referiu o autarca dando também como certa a utilização do novo espaço – “a pedido dos feirantes”, como especifica – na feira do próximo mês de Maio, embora as obras fiquem concluídas já em Fevereiro.

Traduzido num investimento de 867 mil euros, o espaço – localizado junto ao cemitério da cidade, num total de 20 mil metros quadrados – passará a dispor de zonas específicas para a venda dos vários produtos e disponibilizará casas de banho e iluminação em toda a área.

Àquele diário, Alves assegurou ainda que os feirantes"vão manter o mesmo pagamento que está estipulado na tabela de taxas e licenças, em função dos metros quadrados que utilizam".

Pretensão é antiga

O novo espaço para acolher a realização da feira mensal era já uma reivindicação antiga, pelo que, eram por demais conhecidas as queixas dos feirantes que continuam a acorrer à actual localização onde não dispõem de quaisquer condições de higiene. Já para não falar do caos que se vive na Avenida Carlos Campos, onde se torna mesmo impossível a circulação automóvel, no espaço contíguo ao posto local da GNR e quartel dos bombeiros voluntários.

A transferência da feira começou a ser tratada na década de 90 pelo então presidente César Oliveira, embora a solução encontrada – terreno junto da Zona Industrial – não tenha sido a que acabara por vingar. Foi no executivo de Carlos Portugal que a Câmara Municipal iniciou as negociações junto ao cemitério novo da cidade.

O protelamento da obra tem merecido duras críticas e não se vinha escapando ao descontentamento geral dos comerciantes e clientes. O próprio veterinário municipal já tinha reconhecido ao Correio da Beira Serra que “os feirantes têm alguma razão”, por considerar que a actual feira não respeita as mais elementares normas existentes em matéria de higiene e segurança alimentar.

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