Presidente da Câmara critica disponibilidade do governo para Metro Mondego e falta de dinheiro para IC6

… respondeu com “falta de coerência” do governo que não conclui traçado e avança com Metro Mondego que “custa mais dinheiro”.

Pouco satisfeito com o resultado da última reunião com o secretário de Estado das Obras Públicas, onde participou ao lado dos autarcas de Seia e Gouveia, o presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital denunciou na última Assembleia Municipal a “incoerência” do governo no que respeita ao Itinerários Complementares, 6, 7 e 37 tão reclamados pelas populações.

“Fizemos um lóbi, mas o senhor secretário de Estado não se mostrou muito animado. Disse que ia fazer um estudo e que depois logo se vê”, contou José Carlos Alexandrino, que se revelou muito crítico relativamente às opções do atual governo.

“Não há dinheiro para o IC6, mas o Metro Mondego ainda custa mais dinheiro”, denunciou o autarca, considerando que “o governo deve ter coerência”.

No rescaldo de um encontro que se revelou pouco promissor em matéria de continuação do IC6, pelo menos até ao concelho de Oliveira do Hospital, o presidente da Câmara também criticou aquilo que foi recentemente afirmado pelo deputado do PSD na Assembleia da República, Pedro Saraiva, num périplo realizado ao concelho e durante o qual acusou os anteriores governos socialistas de fazerem do IC6 uma “meia obra”.

“São injustas algumas coisas que disseram”, afirmou Alexandrino, recordando que foi exatamente na altura em que o governo concluiu os estudos de impacte ambiental, necessários para o arranque da obra, que o PSD “aclamou” para que as auto estradas terminassem.

Sem certezas quanto ao futuro do IC6, José Carlos Alexandrino assegurou que a luta pela conclusão daquele itinerário continua a ser “uma prioridade” do executivo que lidera.

As afirmações de Pedro Saraiva já tinham, também, merecido a crítica do socialista Rodrigues Gonçalves que lembrou que os dois atuais lances de IC6 foram construídos por governos do PS. “Acho que devem ser sérios e os senhores deputados não foram sérios nesta questão”, considerou desafiando o atual governo de coligação PSD, CDS-PP a “fazer o resto”.

“Toda a gente sabe porque é que os IC não foram feitos”, disse também o presidente da Assembleia Municipal, momentos após o deputado do PSD, Rui Abrantes, ter feito uso da tribuna para ler aquilo que tinha sido uma intervenção de Rodrigues Gonçalves, a propósito do assunto numa Assembleia Municipal de 2008 e onde dava como certa a construção do IC6.

Uma intervenção que incomodou o vice-presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital que chegou a questionar a posição da Assembleia Municipal acerca desta matéria. “A construção dos IC6 e 7, une-nos ou não?” perguntou José Francisco Rolo, logo recordando também que os dois troços do IC6 foram feitos pelos governos de António Guterres e José Sócrates e que, em 2010, o PSD propôs, “para se abster na votação do Orçamento de Estado, a suspensão da concessão da Serra da Estrela”.

“Neste momento está um novo governo e agora que construa o resto do IC6”, rematou José Francisco Rolo, lembrando que “a responsabilidade está do lado da bancada do PSD”.

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