Presidente da Câmara de Oliveira do Hospital “trouxe” ministro das Obras Públicas até à estrada da Beira

 

Cada dia que passa sobre uma injustiça, essa injustiça fica maior”, afirmou hoje o presidente da Câmara de Oliveira do Hospital no final de um almoço oferecido ao ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, António Mendonça, na pousada do Convento do Desagravo.

Numa referência ao facto de a concessão rodoviária da Serra da Estrela – na qual se inclui o prolongamento do IC 6, e a construção dos IC 7 e 37 – ter sido suspensa pelo Governo, José Carlos Alexandrino aproveitou a presença daquele membro do Governo na abertura do último sublanço do IC6, no concelho de Tábua, e conseguiu pô-lo a viajar nalguns quilómetros da velhinha Estrada da Beira.

Sublinhando que, enquanto porta-voz do movimento de 28 autarcas da região que tem estado a contestar aquela decisão do Governo, “percebe as dificuldades económicas que o país atravessa”, Alexandrino sentenciou que “estes investimentos são estruturantes em termos de desenvolvimento”, e manifestou-se confiante quanto ao aparecimento de uma solução.

“Tenho a certeza que o senhor ministro nos vai resolver o problema… sinto-me acompanhado nesta luta e sinto que não vamos desiludir os nossos munícipes”, afirmou o autarca que governa a Câmara de Oliveira do Hospital, sem deixar de frisar que se trata de “uma questão de justiça” para com o interior do país.

Numa sala com vários presidentes de Câmara, Alexandrino não poupou elogios ao secretário de Estado Adjunto das Obras Públicas e das Comunicações, Paulo Campos, sublinhando que o discurso feito por aquele membro do Governo no IC 6 foi “um discurso da razão aliada ao coração”. “Hoje, senti-me muito realizado por ter chegado à política tão tarde e ter encontrado um homem desta dimensão”, disse.

Em jeito de resposta – António Mendonça também elogiou o discurso do seu secretário de Estado –, o titular da pasta das Obras Públicas não se quis no entanto comprometer com promessas. “O contacto com os senhores é fundamental… não quero prometer nada, mas estarei disponível para encontrar soluções”, referiu.

Confessando que se “sente mal” quando “encontra constrangimentos ou tem que fazer reajustamentos”, Mendonça fez mesmo uma comparação com o período em que o seu antecessor, Mário Lino, governava aquele ministério. “Eu estou numa situação de crise económica e de maioria relativa”, afirmou aquele governante, explicando que o anterior ministro, que esteve na base do lançamento da concessão rodoviária da Serra da Estrela, passou pelas Obras Públicas com maioria absoluta e numa situação económica diferente.

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