Presidente da Câmara de Oliveira do Hospital vai estar hoje em Alvôco das Várzeas para debater polémica da ETAR

O presidente da Câmara de Oliveira o Hospital, José Carlos Alexandrino, reúne esta terça-feira, às 19h30, na junta de freguesia de Alvôco das Várzeas, com um grupo de cidadãos que se tem estado a insurgir contra a localização da estação de tratamento de águas residuais (ETAR) que a empresa Águas do Zêzere e Côa (AdZC) começou recentemente a construir naquela freguesia.

Numa página especificamente criada para o efeito no Facebook, sob o título “Salvem Alvoco da Varzeas”, os contestatários da localização daquela infra-estrutura, que visa pôr ter termo ao problema dos esgotos a céu aberto que existe naquela localidade, alegam que a ETAR tem um “impacto paisagístico que é muito relevante”, e consideram-na como “um verdadeiro cancro na paisagem” ribeirinha.

Já em construção num terreno localizado a cerca de 30 metros do rio Alvôco, aquela ETAR – sublinham os opositores à localização do projecto – está a 50 metros de uma praia fluvial e a menos de cem de um empreendimento de turismo rural.  “A paisagem, que é um emblema de Alvoco, do concelho de Oliveira do Hospital e da região da Beira Serra, ficará irremediavelmente destruída”, sustentam os críticos da obra, que exigem a suspensão imediata dos trabalhos, defendendo que a ETAR deverá ser construída “noutro local, a Regada, a jusante 500 metros desta zona, depois de uma curva do rio onde não incomodaria nada nem ninguém”.

O processo burocrático relacionado com a construção daquela estação de tratamento arrasta-se já há alguns anos e a sua localização – assim como a compra dos terrenos – foi agilizada ainda pelo anterior executivo, sem que nessa altura tenha havido qualquer contestação tornada pública.

A obra está agora em curso – com diversos investimentos já efectuados –, e de acordo com o que o que o correiodabeiraserra.com apurou o presidente da Câmara de Oliveira do Hospital, que amanhã participará na reunião acompanhado por um representante da AdZC, deverá propor algumas soluções que ajudem a minimizar o impacte paisagístico da obra, nomeadamente através da execução de uma cortina vegetal em torno da ETAR.

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