Presidente da Câmara defende parceria público-privada para construção das instalações da ESTGOH

 

O presidente da Câmara defendeu na sexta-feira, em assembleia municipal, a possibilidade da criação de uma parceria público privada entre a autarquia oliveirense e a Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Oliveira do Hospital (ESTGOH) com vista à construção das novas instalações daquele estabelecimento de ensino superior.

Sublinhando que a ESTGOH é “um pólo de desenvolvimento que não se pode perder”, José Carlos Alexandrino lançou assim o repto de poder ser a própria Câmara Municipal a injectar uma parte do capital para a realização daquele projecto, conjuntamente com a ESTGOH e o Instituto Politécnico de Coimbra.

Numa altura em que o Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) já chumbou várias candidaturas apresentadas para a construção das instalações daquele estabelecimento de ensino superior, que continua a funcionar num antigo quartel de bombeiros, Alexandrino também foi claro ao sustentar que não vale a pena realizar projectos para uma escola de dois mil alunos, porque – conforme sustentou –, a ESTGOH, actualmente com cerca de 500 estudantes, “deve ser dimensionada para mil alunos”.

O autarca do PS argumentou também que tem estado a acompanhar o dossiê das novas instalações da ESTGOH de uma forma muito intensa, e disse estar à espera de uma reunião com o secretário de Estado do Ensino Superior para debater o problema.

Câmara Municipal quer comprar instalações da ACIBEIRA

Entretanto – e na sequência de uma interpelação feita em assembleia municipal pelo presidente da Junta de Freguesia de Lagares da Beira, Raul Dinis –, Alexandrino abordou o problema das devolutas instalações da Centro de Negócios da Acibeira, e deu conta de que para se encontrar uma solução para aquele espaço “primeiro, temos que comprar a ‘Acibeira’”.

Explicando que o imóvel está penhorado pela Caixa Central de Crédito Agrícola Mútuo, Alexandrino frisou que vai propor, em reunião do executivo camarário, a compra daquele espaço, em que a Câmara Municipal detinha o direito de superfície.

Em causa está um investimento na ordem dos 400 mil euros – é sensivelmente esse o valor da penhora –, mas o autarca disse poder estar em condições, dadas as suas antigas ligações ao Crédito Agrícola, de poder efectuar “um bom negócio”

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