O deputado municipal do PS, Francisco Garcia, questionou na Assembleia Municipal (AM), 29 de Março, o presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital (CMOH) sobre as razões que terão motivado a autarquia oliveirense a retirar o jornal Correio da Beira Serra da sua lista de contactos de entidades e de órgãos de comunicação social a convidar para cerimónias e eventos públicos.

Presidente da Câmara escusa-se a explicar discriminação do Correio da Beira Serra

Imagem vazia padrãoEsta interpelação ao autarca do PSD, surgiu em consequência de este jornal ter denunciado a situação junto do presidente e de todos os grupos parlamentares da AM.

“Será que o senhor presidente da Câmara quer uma comunicação social subserviente, uma comunicação social que lhe faça exclusivamente a sua campanha eleitoral? Será que já não lhe chega o seu boletim municipal como um meio de fazer campanha eleitoral pessoal, ainda por cima paga com o dinheiro de todos nós”, perguntou o mais novo deputado do grupo parlamentar do PS, sem deixar ainda de ironizar com o facto de Mário Alves ter afirmado recentemente que os jornalistas deviam fazer notícias “com pedagogia”.

“Palavras bonitas, estas do senhor presidente da Câmara”, disse Garcia, para logo de seguida acusar que “tem sido ele (Mário Alves), o seu vice-presidente, o seu ex-chefe de gabinete e um ex-vereador seu e actual presidente do PSD, a andarem nos jornais com afirmações “muito pouco edificantes para a classe política e autárquica do nosso concelho”. “É uma forma em nada dignificante e muito menos pedagógica”, sublinhou Garcia, que também classificou como “grave a forma de ingerência ostensiva com que o senhor presidente da Câmara pretende intrometer-se no trabalho dos jornalistas, tentando condicionar dessa forma a respectiva linha editorial”.

A terminar, Garcia deixou um conselho ao autarca social-democrata: “Deixo-lhe um conselho e aprenda de vez: os políticos fazem política, os jornalistas fazem notícias e os leitores compram e lêem o que quiserem. É assim em todas as democracias ocidentais”.

Da parte da CDU, João Dinis interveio para diagnosticar na atitude da CMOH em retirar o CBS da lista de contactos “um sintoma de empobrecimento da democracia e da vivência democrática”.

O presidente da Câmara optou no entanto por deixar sem resposta as interpelações feitas por aqueles dois deputados municipais, já que em sua óptica estão em causa “questões partidárias” às quais se escusa a responder por não ser essa a sua "função".

Alves respondeu apenas – na sequência de uma pergunta formulada por Francisco Garcia – que o Boletim Municipal editado pela CMOH tem um custo de “14 mil e qualquer coisa euros” por edição e defendeu que se trata de um bom investimento municipal por ser uma publicação sem “meias-verdades”. “Aquilo que traduz de informação ao munícipe vale muito mais do que isso”, observou Alves.

 

Henrique Barreto

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