àgua com espuma à saída da ETAR

Alexandrino está contra aumento das tarifas da água e saneamento

“Nós não iríamos permitir que eles aumentassem as tarifas”, garantiu o presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, na última reunião da Assembleia Municipal, quando se referia ao resultado da Assembleia-geral da AdZC onde a proposta de aumento das tarifas chegou a estar em cima da mesa.

Apesar de a matéria ter sido retirada da ordem de trabalhos da Assembleia-geral – a Águas de Portugal considerou que o assunto deve ser discutido com o Governo – ficou bem clara naquela reunião qual a posição de 10 dos 16 municípios que são servidos pela AdZC e que detêm a minoria do capital da empresa.

Representado naquela Assembleia-geral pelo vice-presidente José Francisco Rolo, o município de Oliveira do Hospital foi um dos que se opôs ao aumento dos preços da água e de saneamento.

A posição da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital é partilhada pelo grosso das autarquias, que com a subida dos preços, antevê problemas financeiros nos cofres municipais. “Não podemos aceitar que as tarifas subam e levem alguns municípios à ruptura financeira, elas têm é que baixar”, afirmou no final da Assembleia-geral o presidente da Câmara de Belmonte, Amândio Melo, garantindo que perante uma “posição radical da administração central em relação aos aumentos”, os autarcas terão que assumir uma “atitude de oposição clara”.

Os municípios são a favor da aplicação de “tarifa única” com vista à promoção da “coesão nacional”.

Água da AdZC chega, em Janeiro, a 80 por cento dos oliveirenses

Pese embora o diferendo em torno dos tarifários da água e saneamento básico, no concelho de Oliveira do Hospital ultimam-se os trabalhos para que, em Janeiro, 17400 pessoas sejam abastecidas com a água da AdZC.

De acordo com informação municipal, no início de 2010 fica concluído o trabalho que garante o abastecimento de água às freguesias de Vila Franca da Beira, Ervedal da Beira, Lagares da Beira, Bobadela, Travanca de Lagos, Vila Pouca da Beira, São Paio de Gramaços, Nogueira do Cravo e Oliveira do Hospital.

“Só em Janeiro, vai ser servida mais de 80 por cento da população”, referiu Artur Abreu, chefe de gabinete do presidente da autarquia oliveirense, concretizando que serão servidos 17 400 habitantes.

Até agora, são abastecidas as freguesias de Seixo da Beira, Lagos da Beira, Meruge, S. Sebastião da Feira, Lajeosa, e partes das freguesias de Santa Ovaia, Nogueira do Cravo (Recta da Salinha e Senhor das Almas) e de Penalva de Alva (Santo António do Alva e Merujais).

Com excepção da freguesia de Lourosa, ficam a faltar as freguesias de Aldeia das Dez, São Gião, Alvôco de Várzeas e Avô, pelo facto de estarem a ser servidas por sistemas autónomos de captação de água.

O problema reside na freguesia de Lourosa, onde estão suspensos os trabalhos para o abastecimento de água e saneamento básico. “Lourosa está dependente do empreiteiro”, referiu Artur Abreu, sublinhando que está em causa uma “questão que é exterior à Câmara Municipal e à própria AdZC”.

Ao nível do saneamento básico, em Oliveira do Hospital foram construídas e estão em funcionamento as Estações de Tratamentos de Águas Residuais (ETAR) de Vila Pouca da Beira, Oliveira do Hospital e Penalva de Alva.

Estão em fase de construção as ETAR de Alvôco de Várzeas, Travanca de Lagos, Fiais da Beira, Lajeosa, Andorinha, Ponte das Três Entradas, Lagares da Beira e São Gião. Em fase de concurso estão as ETAR de Sobreda e Seixo da Beira.

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