Presidente da Câmara está preocupado com envelhecimento populacional

 

“Se não houve renovação da população é dramático”, afirmou há instantes o presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital tomando por base a realidade de várias freguesias do concelho, onde o número de crianças é muito diminuto, comparativamente com a população idosa.

A participar no seminário “Envelhecimento Ativo e Solidariedade entre Gerações”, José Carlos Alexandrino destacou em particular a freguesia de S. Gião que em 2011 “tinha 64 idosos por cada criança, prevendo-se que em 2012 a relação seja de 68 idosos por cada criança.

“A desertificação será acelerada”, alertou o autarca, referindo que na freguesia de Oliveira do Hospital se estima que, em 2021, a relação seja de 128 idosos por cada crianças. A freguesia que, em 2011, apresentava a relação mais baixa era a Lajeosa com 63 idosos por criança, estimando-se porém que em 2012 a relação seja de 76 idosos por criança.

“Temos grandes desafios pela frente”, considera o também presidente do Contrato Local de Ação Social, notando que neste domínio as IPSS vêm aumentada as suas responsabilidades de apoio à terceira idade.

Num encontro com que a Rede Social de Oliveira do Hospital culmina as comemorações do Ano Europeu do Envelhecimento Ativo e Solidariedade Entre Gerações, José Carlos Alexandrino não deixou de se revelar preocupado com o anunciado corte das reformas, apelando a que tal só aconteça nas “reformas das elites”, porque em momento de crise e de aumento do desemprego, acabam por ser os idosos a apoiar os filhos quando entram em situação de desemprego.

“Isto é dramático”, verifica o autarca oliveirense, defendendo uma política de apoio aos idosos. Alexandrino destacou o trabalho feito pelo município, em parceria coma Segurança Social de recuperação de habitações. “ São estas coisas que nos valorizam”, referiu, assumindo ser aquele um dos momentos altos enquanto presidente do município. No apoio aos idosos, Alexandrino destacou o “trabalho essencial” que é prestado pelas IPSS concelhias e valorizou o projeto da Universidade Sénior que possibilita a “partilha de experiências”. “São 98 homens e mulheres e que fazem atividades interessantes e assim ocupam os seus tempos livres”, constatou o vereador da Ação Social da Câmara Municipal notando tratar-se de um projeto de “grande sucesso”.

A participar no seminário, o diretor regional da Segurança Social comungou das preocupações de José Carlos Alexandrino relativamente ao envelhecimento da população, destacando porém a importância ds«e se proporcionar “proteção, bem estar, vida com dignidade e segurança aos idosos”. “Temos 98 mil idosos no distrito, 17 por cento dos quais em respostas especiais, cinco por cento em instituições residenciais, seis por cento em centros de ocupacionais de dia e de noite e seis por cento em apoio domiciliário”, revelou Ramiro Miranda, informando que da parte do governo há a preocupação de apoiar as IPSS que prestam aquele apoio, tendo constituído uma linha de crédito bonificado apara promover a sustentabilidade financeira das instituições. Relativamente ao corte das reformas, o diretor regional sossegou José Carlos Alexandrino, informando-o de que “não estão previstos cortes nas pensões mais baixas”.

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