“Lamento o que aconteceu no início das festas. Uma serenata que se devia realizar e não se realizou porque a estudantada – aqueles que vão traçar os destinos deste país – não se entendeu. Houve cenas de chega para lá, começou e acabou”.

 

Presidente da câmara lamenta que “a estudantada” não se tenha entendido

Imagem vazia padrãoFoi esta a apreciação que o presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital fez a propósito dos desacatos registados na serenata, realizada a 20 de Maio, que marcava o arranque da Semana Académica da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Oliveira do Hospital.

Em reunião do executivo realizada esta terça-feira, Mário Alves foi instado pelo vereador José Ribeiro de Almeida a explicar o processo relacionado com o espaço cedido à organização da Semana Académica, para a realização da festa dos estudantes. “Li nos jornais que a câmara não tinha autorizado isto ou aquilo. O que aconteceu na realidade?” questionou o eleito socialista na intenção de saber “se as acusações eram verdadeiras ou não”, reconhecendo que embora a autarquia tenha a missão de ajudar, “tudo tem limites”.

Sobre a cedência de espaços, Mário Alves explicou que “foi dada a possibilidade à estudantada de poder desenvolver o Festival de Tunas no Mandanelho e manteve-se lá em baixo – Parque dos Marmelos – o que já era habitual”. O autarca deu ainda conta de desacatos ocorridos na madrugada de sábado – 24 de Maio – junto à rotunda de acesso ao Hospital, que obrigaram a que pessoal da câmara fosse ao local “atenuar o que selvaticamente foi feito durante a noite”. Salvaguardou não estar a acusar os estudantes pelos danos causados, mas criticou as autoridades por entender que “se deveriam preocupar com o que aconteceu, por se ter tratado de um crime público”.

Na opinião do presidente, os estudantes “tiveram todas as condições que têm tido em anos anteriores”. Justificou a não cedência do espaço da feira com o argumento de que aquela é uma zona residencial, com fácil propagação de som. “Era impossível”, notou, referindo que “as pessoas tinham oito dias sem descanso”. “A diversão deve ter lugar, mas não pode colidir com aqueles que têm direito ao sossego”, acrescentou, explicando também que não era possível instalar a tenda no novo recinto, porque “nem os feirantes lá vão espetar nada”, dado que a montagem das suas tendas irá funcionar com um sistema de argolas, como referiu.

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