Presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital “satisfeito” com resultado da EXPOH

O presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital e o responsável máximo da ADI – Agência para o Desenvolvimento Integrado de Tábua e Oliveira do Hospital, que é também vice-presidente da autarquia oliveirense, fazem um balanço positivo da sétima edição da EXPOH – Feira Regional de Oliveira do Hospital que decorreu entre 30 de Julho e o domingo passado. Um texto publicado no sítio do município na internet refere que passaram milhares de pessoas pelo evento, sem especificar números, e dá conta da satisfação do autarca José Carlos Alexandrino e de Francisco Rolo.

“A EXPOH foi um sucesso e teve um êxito enorme sendo, sobretudo, um ponto de encontro entre gerações”, conta o presidente da Câmara Municipal Oliveirense que se diz satisfeito e destaca o conjunto de parcerias com diferentes entidades, “parceiros fundamentais” bem como a presença dos 150 expositores que contribuíram para o sucesso deste certame. José Carlos Alexandrino aponta ainda a Gala Social inserida nas actividades da Expo Social e a final do Soltem Talentos, concurso municipal, como dois momentos “marcantes” dos nove dias do evento.

Sublinhando que o concelho de Oliveira do Hospital tem uma localização estratégica que chama visitante dos concelhos da região, o presidente do Município refere ainda que pretende dar maior dimensão à EXPOH e que a organização já está a delinear a estratégia para 2017. Segundo adiantou a Rádio Boa Nova, a próxima edição deverá ser antecipada o mês de Julho e no cartaz de espectáculos estará já garantida a presença do grupo “XUTOS E PONTAPÉS”. Já sobre o evento que agora terminou, o autarca explica que durante os últimos nove dias sentiu o “carinho” das pessoas. “Diziam-me que precisávamos disto, de uma feira como ponto de encontro e que Oliveira do Hospital nota-se que hoje é uma cidade diferente para melhor”, explicou.

Já o vice-presidente da autarquia e presidente da ADI sublinhou que houve “mais visitantes e mais espectadores do que em 2015″. Mas também aqui não avança qualquer número concreto. “Teve mais vida e mais pulsar” limita-se a dizer José Francisco Rolo, para quem o sucesso alcançado ao longo destas sete edições é “desafiador para o futuro” e obriga a “trabalhar ainda mais cedo” para se conseguir aquilo que pretende venha a ser uma EXPOH mais atractiva para os expositores. Prometeu, por isso, um cartaz mais “apelativo e forte” para a edição do próximo ano.

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  • Ricardo Antunes

    Números? Isso fica para mais tarde. Muito mais tarde. O “meu povo” não precisa de números só está preocupado em dar carinho ao seu alcaide. Uma anedota.

  • Guerra Junqueiro

    Nem as festas o ajudam. Bem pode contar com “xutos e pontapés”.
    Contas? Não mostram uma, já vamos na sétima, e contas só as que fez o Rocha. Pobreza Franciscana, o que havia de calhar a Oliveira do Hospital.

    Cumprimentos
    Guerra Junqueiro

  • Ele & Ela

    “Prometeu, por isso, um cartaz mais “apelativo e forte” para a edição do próximo ano.”

    É normal, é ano de eleições. Quanto à EXPOH deste ano, foi um fiasco!!! Nem do dia do Emanuel houve enchente!

  • [email protected]

    cantardeamigo

  • António Lopes

    Se forem ler os comentários dos anos anteriores são uma fotocópia.Mas , também, que podiam os homens dizer..? As contas foram uma surpresa, aí foram foram..Os números para não variar, vai haver para todos os gostos e também como de costume, um por cada vereador e um para o Senhor Presidente.Quanto a sumo o do costume.Como diriam os Franceses “Rien de rien..”.E , porque para muita gente a política é a arte da mentira, nada a opor.Tudo bem…

    • Teófilo

      Não sabemos, ainda hoje – vivemos num país em que muito pouco se sabe da vida de Luís Vaz de Camões, claro está, à excepção de meia dúzia de eruditos, que nunca compuseram um verso, sequer, em condições, mas que escreveram muito…sobre a obra do mestre, e que são os que mais sabem dele, e que são os mais badalados, os do regime, pois claro, e académicos foram e são, mas ideologicamente controlados…e controladores;convém. Mas nunca se lhes leu, de sua própria autoria, com nível e cariz literário que baste, uma única “peça” literária para lhe reconhecermos esse arbítrio de muito produzir sobre a obra de outros. Parecem, por isso, como quem se alimenta da obra de outros, verdadeiros “canibais” .E, quando é para dizer bem, melhor está colocada a tarefa..e prolifera tem sido a “escrita”. Apenas acessível a “gente” como eles. Excluímos, claro está, todos quantos, honestamente, estudaram e aprenderam com ele…é a vantagem do estudo: aprender alguma coisinha, para ensinar, até na Universidade, e escrever melhor coisinha, pois claro, dadas as limitações, mas a poesia não pode morrer…seria o extermínio da Humanidade. – muito sobre Luís Vaz de Camões, esse colosso.
      Mas sabemos, isto é, felizmente, podemos ler e estudar a sua obra, à luz das nossas mentalidades, afastadas, em séculos, daquelas que ele conheceu, da sua própria mentalidade, e que estudou e retratou, colocando, num plano universal e intemporal, a nossa matriz portuguesa.
      Nada em definitivo, por aqui, mas deixar-lhe, sr AL , um soneto que todos nós, em vez das avé-marias, ou coisas que tais, deveríamos ler, nas matinas da nossa consciência, todos os dias…(quem não tem, não necessita: chama um santo para lhe resolver o problema e paga-lhe: foguetes, banda, ou ex-voto.)
      Muitos chamam, por isso, o “orçamento do estado”.

      Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades

      Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
      Muda-se o ser, muda-se a confiança:
      Todo o mundo é composto de mudança,
      Tomando sempre novas qualidades.

      Continuamente vemos novidades,
      Diferentes em tudo da esperança:
      Do mal ficam as mágoas na lembrança,
      E do bem (se algum houve) as saudades.

      O tempo cobre o chão de verde manto,
      Que já coberto foi de neve fria,
      E em mim converte em choro o doce canto.

      E afora este mudar-se cada dia,
      Outra mudança faz de mor espanto,
      Que não se muda já como soía.

      Luís Vaz de Camões, in “Sonetos”